Promover a inclusão social de crianças, adolescentes, jovens, idosos e familiares em situação de vulnerabilidade. Essa é a proposta da Ação Comunitária São Francisco de Assis (Acop), entidade filantrópica, que, apesar de pouco conhecida, atua há 31 anos em Bauru e oferece 16 serviços assistenciais de atendimento na cidade (veja quadro ao lado). Mais um está em fase de instalação.
Deste total, cinco funcionam como abrigo, dois como creche e o restante (dez) são serviços de convivência e fortalecimento de vínculos. Hoje, 800 pessoas são beneficiadas. Cerca de 80% da verba que mantém tanto os pacientes quanto os 200 funcionários - assistentes sociais, cuidadores, terapeutas, psicólogos, entre outros – são destinadas pelo governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O valor é repassado pela prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes). Os outros 20% para arcar com as despejas vêm de doações. O grande desafio, entretanto, é consegui-las. “As necessidades como roupas, produtos de higiene, colchões e fraudas são diárias”, pontua um dos assistentes sociais da Acop em Bauru, Ismael Dantas.
Quando algumas casas no município declararam não ter mais condições de continuar com o trabalho, em razão de dificuldades estruturais e financeira, a Acop aceitou o desafio de assumi-las. Há previsão de inaugurar, nos próximos 15 dias, mais uma casa assistencial em Bauru. “Ainda definiremos o tipo de atendimento”, explicou Dantas.
Família Acolhedora
Em março, a Acop deu início a um importante projeto: o da Família Acolhedora. O objetivo é oferecer condições mais dignas, conforme exigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aos recém-nascidos e crianças abandonadas ou vítimas de maus-tratos que foram afastadas do convívio familiar por medida judicial.
No entanto, a demanda, atualmente, não é compatível com o número de famílias cadastradas. De acordo com Dantas, a entidade possui hoje apenas quatro famílias atuando no programa, mas tem vagas para 15. “A gente faz um apelo para que apareçam mais interessados, pois a figura familiar na vida de crianças e adolescentes pode evitar que elas entrem na criminalidade e acabem, infelizmente, no sistema prisional”, alerta.
Não há nenhuma restrição quanto ao sexo ou estado civil para se cadastrar no programa. Precisa ser maior de 21 anos; ter diferença mínima de 16 anos entre a criança ou adolescente acolhido; não ter interesse de adoção; não estar respondendo inquérito policial ou estar envolvido em processo judicial; residir em Bauru; os membros da família precisam concordar em participar e ter disponibilidade para participar das atividades da iniciativa; e não podem apresentar problemas psiquiátricos ou dependência psicoativa.
De zero a 100 anos
Segundo Ismael Dantas, a Acop tem comprometimento de atender toda a população, “de zero a 100 anos”. “O maior desafio é manter as casas em perfeita condições de uso”.
APELO
“Para isso, contudo, a gente faz um apelo à comunidade, para que nos ajudem a manter as casas”, finaliza.
Serviço
Para se cadastrar na Família Acolhedora ou fazer doações à entidade, basta se dirigir até a Acop, que fica na rua Martin Afonso, 11-85, Vila Souto. A entidade funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h. O telefone é (14) 3243-2640.