Tribuna do Leitor

Salários dos vereadores


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A iniciativa do grupo Resgate de Bauru de liderar um movimento para reduzir os salários dos vereadores é legítima e democrática e a Constituição Federal, em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garante isso. Projetos de iniciativa popular que tenham adesão e assinaturas de 5% devem ser lidos e ir a plenário de uma Câmara Federal, de Assembleias Legislativas e, neste caso, de Bauru, na Câmara, para discussão e votação. O Resgate de Bauru defende a redução dos salários dos vereadores para 2 salários mínimos. Já a Sem Limite ONG, da qual sou um dos colaboradores, apoia a redução dos salários não somente para os vereadores e também para o prefeito, vice e todos cargos de confiança de indicação política. 

     Sem atingir os concursados ou aqueles que já acumularam as suas funções, mesmo porque são direitos adquiridos. E a redução salarial num porcentual mínimo de 30% para todos, conforme fizeram os vereadores de Jacarezinho e Rio Preto ao receberem reivindicação idêntica dos populares daquela cidade. Sim, é verdade que Santo Antonio da Platina, no Paraná, abaixou os salários dos parlamentares para a próxima legislatura em um pouco mais de um salário mínimo, mas sua população é de 40 mil e Bauru tem dez vezes mais e com uma densidade demográfica incomparável. E Santo Antonio da Platina foi seletiva em não abaixarem os salário do prefeito, vice e dos cargos de livre indicação política sem concursos. Alguns vereadores e assessores políticos não devem ficar taxando negativamente esses movimentos de demagogos e populistas e até de fascista como já está ocorrendo aqui. Se o movimento conseguir o número legal de assinaturas, cabe ao plenário da Câmara debater e o parlamentar tem o direito de votar contra ou a favor. Fascismo e demagogia é fugir do bom debate. E se populismo é coisa boa para a população, não vejo nada de mal nele! E os nossos políticos têm que aprender que faz parte da democracia pagar o preço político de uma escolha. Mesmo porque a parte mais sensível de um prefeito, vereador, deputado, senador ou presidente da República tem que ser o coração e seus eleitores e não o bolso.

 

 Pedro Valentim

 

 

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