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Bauru confirma estabilidade em crescimento populacional

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Estimativa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou, mais uma vez, a estabilidade no crescimento populacional de Bauru. Em 12 meses, a cidade ganhou 2.430 novos habitantes, totalizando 366.992 moradores no dia de 1 de julho. 

O aumento, de apenas 0,66% em relação ao ano anterior, é praticamente o mesmo registrado em 2014, de 0,69%, quando a população chegou a 364.562 habitantes. 

Segundo o estudo, Bauru acompanha uma tendência verificada em âmbito nacional, já que, dos 5.570 municípios brasileiros, mais da metade (52,6%) apresentou crescimento entre 0% e 0,9% neste ano. De acordo com o pesquisador do instituto, Márcio Minamiguchi, as cidades brasileiras experimentam, de maneira geral, um processo de desaceleração do ritmo de crescimento populacional. 

O fenômeno, ele explica, é reflexo das quedas nas taxas de fecundidade e do aumento da expectativa de vida, que fizeram diminuir o saldo entre nascimentos e mortes, o chamado crescimento vegetativo. “E a tendência é que este saldo seja cada vez menor. Mas, como a população brasileira ainda é jovem, registros negativos não irão ocorrer no curto prazo”, observa.

De acordo com Minamiguchi, a projeção é de o País começar a registrar redução populacional apenas em 2043, repetindo um fenômeno já verificado em países da Europa, como Alemanha e Itália. “Mas, diferentemente do que ocorreu lá, no Brasil a queda no ritmo de fecundidade está ocorrendo de maneira muito mais acelerada”, completa.

De fato, ao menos em Bauru, este processo vem se desenhando rapidamente, já que, entre 1995 e 2005, a população da cidade aumentou em 22,9% e, na última década, o índice não passou de 4,7%.

Ainda de acordo com o levantamento do IBGE, apenas 271 municípios brasileiros (4,9%) tiveram crescimento igual ou superior a 2%, sendo a maioria localizada nas regiões Norte e Centro-Oeste. Já as taxas de crescimento negativas abrangeram 1.364 cidades (24,5%) e ficaram concentradas principalmente nas localidades com menos de 20 mil habitantes, especialmente as situadas na região Sul. 

 

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