No domingo da semana passada, levantei-me às 4h para fazer o teste de glicemia, que faço diariamente para ver o nível de glicose no sangue. Aproveitei e fui pegar o JC de domingo, e eis que “ouvi o galo cantar duas vezes... no silêncio da madrugada, distante”... Lembrei-me da passagem bíblica: “Não conheço esse homem”. E imediatamente o galo cantou. E Pedro lembrou-se do que dissera Jesus: “Antes que o galo cante, três vezes me negarás”. E, saindo dali, chorou amargamente. (Mateus, 26,69-75) - Bíblia.
Mas também lembrei-me de minha infância, em que eu morava na casa de meus avós, e no quintal de terra batida havia um galinheiro em que o galo reinava em seu harém... E cantava alegremente logo ao amanhecer do dia, batendo suas asas, ciscando o chão... e protegendo o terreno do qual ele era o mandante.
Não vemos mais hoje em dia a criação de galinhas nos quintais das casas que ainda teimam em ter um espaço aberto de terra, pois a modernidade extinguiu o “quintal” que era obrigatório nas boas casas de família com árvores frutíferas, horta e o galinheiro para suprir com os ovos que a família consumia, um frango no domingo, que era morto ali mesmo pela dona da casa, destroncando o seu pescoço de forma hábil e rápida... Quantas lembranças tive por ouvir um galo a cantar...
Prof. aposentado Carlos Alberto Alves Neves