Tribuna do Leitor

Liberdade aprisionadora


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Um fator presente na sociedade, mas notado por poucos. A causa de conflitos há anos. Superado por poucos. Estamos falando do comodismo. Um dos maiores filósofos de nossa história, Nietzsche, há anos formulou uma crítica aos valores morais e concluiu que estes são elaborados pelo homem e impostos à sociedade pelas religiões como “vontade de Deus”. Assim, muitos se acomodaram à situação, sem questionar se o que consideram certo e errado realmente é válido. Como um robô seguindo as diretrizes para as quais foi programado, muitos permaneceram no mesmo sistema e apenas alguns o transgrediram.

O comodismo, em um país como o Brasil, aumenta e facilita o controle do governo sobre o povo. O Estado já é enraizado no espírito macunaímico e esse comportamento automatizado, irrefletido e inconsequente contribui ainda mais para a manutenção do sistema. A sede pelas mudanças, pela evolução tão presentes no homem há séculos parece ter pulado algumas gerações e nem os poucos transgressores se fazem presentes atualmente.

Temos a Declaração dos Direitos Humanos, a liberdade religiosa, de pensamentos; fazendo-nos crer que somos livres. Mas livres não somos, pois a gaiola aprisionadora ainda é tão real e presente quanto foi há anos. Uma gaiola feita de valores e ideologias seguidas à risca pelos aprisionados que, devido ao costume, nem se apercebem mais dessas barreiras.

Julia Amano Leme

 

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