| Prefeitura de Agudos/Divulgação |
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| Médico cubano Alejandro Guerrero Gonzalez atendia no Posto de Saúde Dirce Porto Bicalho Ayub |
Um casal de médicos cubanos do Programa Mais Médicos que trabalhava há cerca de um ano em Agudos (13 quilômetros de Bauru) está desaparecido desde terça-feira (8). Segundo a prefeitura, eles abandonaram o trabalho e não atendem ligações nos telefones fixo e celular. Boletim de ocorrência foi registrado e Ministério da Saúde foi comunicado. Colega do casal contou que eles fizeram contato dizendo que estavam nos Estados Unidos.
A médica Amarilis Prieto Carballosa trabalhava no Posto de Saúde Central. O marido dela, o médico Alejandro Guerrero Gonzalez, atendia no Posto de Saúde Dirce Porto Bicalho Ayub, no Jardim Europa. “São médicos muito competentes, queridos da população. Eles atendiam muito bem e eram de qualidade técnica aprovada por todos, médicos de aceitação popular muito grande”, declara o prefeito Everton Octaviani (PMDB).
Segundo o coordenador de Saúde, Fábio Francisco Mota, o sumiço dos profissionais foi constatado dia 8. “Na terça-feira após o feriado, fomos procurados pelo pessoal da equipe dizendo que a profissional não havia chegado ainda. Tentamos contato na residência e celular e não conseguimos. Entramos em contato com a outra unidade de saúde, onde trabalhava o esposo, e descobrimos que ele também não havia ido trabalhar no dia”, diz.
“Nós começamos a fazer uma investigação e descobrimos que eles haviam entrado em contato com colega deles, médico também do programa Mais Médicos, e dito que estavam nos Estados Unidos”. Mota pontua, porém, que essa informação não foi confirmada e que as providências adotadas foram o registro de boletim de ocorrência e a comunicação do fato à coordenadoria do Mais Médicos em São Paulo. Segundo ele, o pedido de substituição dos profissionais ainda é avaliado.
O Ministério da Saúde informou que não foi notificado pelo município de Agudos. “Após a informação da prefeitura, os médicos serão notificados pelo Ministério da Saúde e terão 48 horas para retornar às atividades. Caso não retornem às atividades ou justifiquem a ausência, eles serão desligados do programa por meio de publicação no Diário Oficial da União, segundo prevê a legislação do Mais Médicos”, explica.
Asilo?
O JC não conseguiu confirmar a informação de que os médicos teriam ido até os Estados Unidos, supostamente em busca de asilo. Consulado Geral dos EUA em São Paulo foi acionado por telefone e e-mail, mas, até fechamento desta edição, não deu retorno.
'Auxílio filho'
No início do ano, a prefeitura editou lei criando auxílio financeiro mensal de R$ 550,00 por filho para cada um dos sete médicos cubanos do Mais Médicos. O casal “desaparecido”, segundo Everton Octaviani, tem uma filha de 12 anos e foi um dos beneficiados. “Pelo tratado de Brasil com Cuba, eles não poderiam trazer familiares. Gerou mal-estar e a gente teve que remodelar essa situação”.
