| João Rosan |
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| O atacante Hygor Silva (camiseta amarela durante treino no Alfredão) foi expulso, ontem, em Fernandópolis |
O Noroeste perdeu por 2 a 1, de virada, para o Fernandópolis, nessa sexta-feira (18) à noite, no Estádio Claudio Rodante, e viu sua situação na briga pelo acesso à Série A3 se complicar de vez. O Norusca permaneceu com quatro pontos em quinto lugar no grupo 4 da Série B do Campeonato Paulista, a quatro do São Bernardo, primeiro time dentro do G2 e que ainda joga neste final de semana. O time do ABC é justamente o próximo adversário do Noroeste, na próxima sexta-feira (25), às 20h, na Grande São Paulo, na abertura do returno. O Fernandópolis assume momentaneamente a liderança da chave, com dez pontos.
Jogo
A primeira oportunidade do jogo de ontem surgiu aos 20 minutos. E foi do Norusca. Hygor avançou e cruzou do fundo para Edson Negão, que escorou mal e desperdiçou. O Fernandópolis respondeu aos 23 minutos. Em escanteio, Jean Pierre desviou e a bola passou raspando a trave de Guilherme. No lance seguinte, não houve perdão. Após bate e rebate da zaga do Fernandópolis, a sobra ficou com Hygor, que bateu forte e abriu o placar: Noroeste 1 a 0, aos 24 minutos.
O Noroeste por pouco não ampliou um minuto depois. Luiz Azevedo recebeu nas costas da zaga do Fernandópolis e na cara do goleiro Rafael acabou perdendo chance clara. Aos 39 minutos, veio o prejuízo para o Norusca. Hygor, que já tinha cartão amarelo, recebeu a segunda advertência e foi expulso, por simulação de falta. Com um a mais, o Fernandópolis partiu para cima. E o empate ocorreu aos 45 minutos. Billy arriscou de pé esquerdo e venceu o goleiro Guilherme. Os noroestinos reclamaram veementemente de falta em Edson Negão no lance que originou o gol do time da casa.
O Noroeste voltou para o segundo tempo com Alison no lugar de Capixaba no meio-campo. O Fernandópolis seguiu na pressão. Depois de 15 minutos de insistência, a virada se concretizou. Em vacilo da defesa noroestina em cruzamento, Guina ficou com a bola e anotou o segundo. Logo após o gol, o time da casa também ficou com dez em campo. Gabriel, que entrara no jogo na volta do intervalo, recebeu o segundo amarelo por toque com a mão na bola.
Com igualdade numérica em campo, Vítor Hugo não perdeu tempo e promoveu as últimas duas alterações no Noroeste. Luiz Azevedo e Gustavo Moreira saíram para entradas de Gustavo Henrique e Thiago Cardim, respectivamente. Com muita raça e aplicação, o Noroeste foi à luta. Criou chances e poderia ter empatado. A melhor oportunidade foi desperdiçada por Gustavo Henrique, que recebeu de Alison frente a frente com o goleiro do Fernandópolis e perdeu gol feito, batendo para fora, aos 44 minutos.
Agora só resta vencer
Vítor Hugo lamentou a expulsão do artilheiro Hygor e afirmou que, a partir de agora, é vencer ou vencer. “Perdemos um jogador expulso e o time ficou fragilizado. (O acesso) Ficou mais difícil, mas nada está perdido. Vamos ter que correr atrás e, daqui para frente, teremos que ganhar todos os jogos”, analisou, em entrevista à webrádio Jornada Esportiva/87,9FM.
O time saiu de campo descontente com a arbitragem. “Foi uma vergonha o árbitro fazer isso. No lance do primeiro gol houve falta no Edson Negão”, reclamou o lateral-esquerdo Ian.
Programa federal pode ajudar clube a parcelar dívida e ter time feminino
Com dívida de R$ 3 milhões, entre impostos estaduais e federais que deixaram de ser pagos há pelo menos dez anos, o Noroeste já estuda poder parcelar o montante em 20 anos através do Profut, um programa de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes de futebol. E até ter um time feminino.
Esse é o primeiro passo para que o clube regularize sua situação financeira para receber incentivos do governo federal por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), cuja verba deve ser investida na construção de um novo campo e, ainda, na formação do primeiro time feminino do Norusca.
| Eder Azevedo |
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| O secretário Rogério Hamam |
A orientação e incentivo para que o clube componha uma equipe de futebol feminina partiu do secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Rogério Hamam, que esteve ontem em Bauru, acompanhado do presidente municipal do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Henrique Almirates.
Hamam orientou o presidente do Noroeste, Emílio Brumati, a solicitar a Certidão Negativa de Débitos (CND), cuja regularização possibilitaria a inserção do clube no Profut e, consequentemente, e o acesso aos recursos disponibilizados através da Lei de Incentivo ao Esporte. “Desta forma, o repasse de verbas federais pode ser autorizado”, explica o secretário.
Animado com a possibilidade de tirar o clube do vermelho, Brumati afirmou que já entrou em contato com o setor tributário para agilizar o processo. “São R$ 3 milhões em dívidas referentes a impostos não pagos em cerca de 10 anos. Na segunda-feira, entregaremos o requerimento na Receita Federal para obter a CND”.
Time feminino
Ao iniciar o parcelamento da dívida através do Profut, o Noroeste não terá impedimento na busca por benefícios do governo. Um investimento sugerido por Hamam, então, foi que o clube monte um time feminino.
“Há como fazer isso sem a necessidade de investimentos direto do clube. Com os incentivos da União é possível pagar comissão técnica, alimentação, transporte, uniforme, acomodação e até oferecer bolsa para universitários”, enumera o secretário.
Para Brumati, a sugestão é totalmente viável. “A longo prazo, pretendemos construir um novo campo do Noroeste e, assim, ter um time feminino, que seria inédito na região. Eu vejo como um novo segmento para trabalhar e isso é muito interessante”, projeta.
O Profut
O refinanciamento da dívida fiscal dos clubes concederá um prazo de 240 meses (20 anos) para as entidades esportivas quitarem seus débitos junto à União. Estima-se que o rombo fiscal dos clubes de futebol ultrapasse os R$ 3 bilhões.
No parcelamento, será adotado a taxa Selic para os juros e os clubes que deixarem de pagar três parcelas perderão o refinanciamento. Nesse plano proposto pelo governo serão reduzidas 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais das dívidas dos clubes.

