Tribuna do Leitor

Ingerência governamental

Julio Cesar Marques - Fotógrafo
| Tempo de leitura: 1 min

Vivemos um momento complicado política e economicamente, onde reina a hipocrisia das grandes lideranças nas esferas municipais, estaduais e federal. Gastou-se absurdamente o dinheiro público para pagar apoios políticos e agora o país está entrando em colapso por pura ingerência de todas as denominações partidárias. É fácil jogar pedras na União e culpá-la por tudo, mas se esquecem que sua política assistencialista e de favores políticos sem critérios foi amplamente copiada por estados e municípios de “oposição” ou situação.


Criaram ministérios, secretarias e cargos de confiança com atribuições que muitas vezes já cabiam a outros, que continuam existindo, para retribuir o apoio eleitoral e manter a “governabilidade”.

     

Agora ninguém tem coragem de cortar na carne e continuam enganando a população com medidas inócuas de economia. Cortam verbas de universidades, de hospitais e escolas, mas se recusam a mexer em sua estrutura inchada por receio de perder votos ou apoio político.


No âmbito municipal, vemos reduções de jornada do funcionalismo e de serviços básicos, mas o inchaço também não é tratado. Em algumas cidades, os cargos comissionados, que são, em sua maioria, melhor remunerados que qualquer concursado, além de não serem reduzidos, tiveram seus subsídios triplicados enquanto não há garis nas ruas por falta de pessoal e as máquinas e veículos municipais ficam parados no pátio. Cortar a estrutura básica para manter salários abastados de cargos de função nula não é economia!


Mas como tudo tem solução, vamos pagar mais taxas e impostos para manter os “marajás” no poder e continuar num marasmo político, econômico e cultural acreditando que a simples troca de nomes no poder resolverá a situação.

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