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Intolerância e flexibilidade profissional

Sidney Aguiar
| Tempo de leitura: 2 min

A intolerância profissional é um comportamento sintomático negativo evidenciado pelo vício da profissão e por excesso de conhecimento acadêmico com reflexos. A flexibilidade profissional é um comportamento ideológico positivo de entrosamento, participação e interação recíproca dentro de um sistema corporativo. Classificadas como duas variantes comportamentais dentro da gestão de pessoas, são fatores presentes não só nas bases operacionais, como também atingido a gestão intermediária e em alguns casos, até a alta direção dos empreendimentos.


Lidar com a intolerância profissional é dos desafios que demanda muita habilidade na comunicação interna para gerir o sistema operacional das empresas de forma multilateral. Os aspectos são identificados tanto no pessoal mais antigo quanto nos calouros, dos quadros funcionais. É muito comum esses comportamentos dentro das equipes funcionais, tanto por veteranos quanto pelos novatos, uns por estarem fechados às novas tendências e metodologias e outros pela dificuldade de aprender com os calejados das empresas.


Um exemplo clássico, que ocorre muito nas empresas, é quando um novo contratado chega na organização. Durante seu processo de diagnóstico, pré-projeto, ou mesmo em sua integração, é comum observar o efeito “Gabriela”:  “Eu sempre fiz assim, estou aqui há tanto tempo fazendo assim e quero continuar fazendo assim”..., principalmente quando um novo método é sugerido. O outro lado da intolerância é querer impor algo em um sistema consolidado, geralmente isso ocorre entre os recém-formados, sobretudo em níveis superiores, entre eles é muito comum a seguinte expressão: “É que as teorias científicas...”


Por isso, as companhias que possuem gestão da qualidade definida trabalham essas variantes de perto, através de gestores intermediários altamente treinados para equilibrar o novo e o antigo, o experiente e o principiante, de forma que os dois interajam de forma completa, sem comprometer o desempenho produtivo. Não há sistema de qualidade, que suporte à intolerância presente nas empresas, os próprios sistemas de qualidade são métodos flexíveis, que padronizam e melhoram os rendimentos operacionais. No entanto, para isso, são necessários que os operadores e gestores dos sistemas de qualidade sejam agentes hábeis e adotem posturas modernas para que os resultados sejam os melhores possíveis.

     

A flexibilidade profissional precisa vir da base operacional, da gestão intermediária e da alta direção dos empreendimentos. Dessa forma, a sustentabilidade é garantida, os sistemas de qualidade são preservados e a rentabilidade é acrescida.


O autor é especialista em sustentabilidade e colaborador do JC

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