| Fotos: Aceituno Jr. |
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| Parece cena repetida, mas não é: chuva na noite dessa sexta (25) alagou novamente a Nações Unidas |
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| Mesmo com a correnteza, teve gente que arriscou a travessia |
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| No Jardim Colonial, ventos derrubaram árvore sobre o muro |
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| Bombeiros resgataram motorista sob viaduto da antiga Fepasa |
Conforme a previsão meteorológica havia antecipado, uma forte chuva atingiu Bauru na noite dessa sexta-feira (25). Em algumas áreas da cidade, o temporal foi acompanhado de granizo e houve quedas de árvores e de energia elétrica em vários bairros, como o Núcleo Geisel e o Jardim Colonial. Na região, a chuva também provocou estragos e até mortes.
A chuva teve início por volta das 20h e o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) registrava precipitação acumulada de 73 milímetros. Instituições localizadas na região sudeste de Bauru, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), ficaram às escuras.
Enquanto as aulas na unidade de ensino foram suspensas, o atendimento do Samu não precisou ser interrompido, já que o prédio dispõe de gerador para manter aos menos os computadores ligados. No Jardim Colonial, os ventos fortes - que chegaram a 68,4 quilômetros por hora – derrubaram uma árvore sobre a rede elétrica, que caiu sobre o muro de um terreno na quadra 2 da rua Osvaldo Alvarenga Tavano.
No viaduto da avenida Rodrigues Alves sobre a rodovia Marechal Rondon, carros ficaram ilhados dentro de um veículo ao tentar transpor uma área com água da chuva acumulada. Um deles, inclusive, era da repórter do JC Lilian Grasiela (leia mais ao lado). O mesmo ocorreu com outro veículo na avenida Comendador José da Silva Martha, próximo à linha férrea, e com um coletivo na avenida Nações Unidas, sob o viaduto da antiga Fepasa.
Outros tradicionais pontos de alagamento, na própria avenida Nações Unidas e também na Rodrigues Alves, foram tomados por enxurrada. No Ginásio Panela de Pressão, goteiras fizeram com que a partida entre o Concilig Vôlei Bauru e Pinheiros fosse interrompida.
Pacientes relataram que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Bela Vista também foi alagada pelo temporal. Apesar dos transtornos, não houve registro de feridos ou desabrigados durante o temporal, segundo a Defesa Civil.
| Samantha Ciuffa |
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| Carros ficaram ‘ilhados’ no viaduto da Rodrigues Alves |
Repórter do JC fica presa no alagamento
“Eu havia acabado de sair do Jornal da Cidade e ia buscar meu filho, que tem apenas oito meses, quando passei pelo viaduto da Rodrigues Alves sobre a Marechal Rondon. Não parecia ter água. De repente, quando passei, o meu carro (um Citröen C3), morreu. Não ligava mais. A água começou a subir rápido. Não tinha o que eu fazer. Foram os dez minutos mais desesperadores da minha vida. O carro flutuava. Parecia um barco. Tentei ligar para o meu marido, mas o desespero era tanto que ele nem conseguia entender o que eu falava. E a água ia subindo. Foi quando vi uma viatura dos bombeiros. Abri o vidro e consegui acenar. Eles disseram para eu fechar o vidro. Deram a volta e içaram o meu carro. Foi por Deus. O desespero foi enorme e eu só pensava na minha família.” Lilian Grasiela, repórter.
Durante a chuva, goteiras tomaram o prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista.
Assista ao vídeo de Alexandre Carvalho:




