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Os sofistas do Planalto

Carlos Pinto
| Tempo de leitura: 2 min

Osofismo é um raciocínio caviloso, capcioso, argumento ou união de argumentos que tem como pretensão, conduzir o povo a conclusões desagradáveis ou paradoxais. O sofismo é a retórica ou pensamento de má fé que procura induzir ao erro. É um falacioso criado com a intenção de enganar. É o raciocínio que tem aparente sentido, mas que na linguagem popular significa engano, dolo e logro.


Sofisma é uma palavra de origem grega –sóphisma- cujo significado é o de fazer raciocínios capciosos. De acordo com Platão e Aristóteles, o sofista é um impostor, um demagogo. Explicado o título deste comentário, vamos aos sofistas do planalto central, encastelados em Brasília, que tentam nos impingir uma série de medidas econômicas, sem as devidas explicações reais.


Dessas medidas anunciadas como cortes na carne por parte do governo, apenas uma é verdadeira. É aquela que vai vitimizar o funcionalismo público com relação aos seus aumentos salariais no exercício de 2016. As demais, são falácias, inexistem, pois, sequer tais verbas estão empenhadas nos tais programas governamentais. Os cortes necessários, tais como: diminuição de ministérios, cortes nos cargos em comissão ocupados por apaniguados, muitos dos quais totalmente incompetentes e outros que sequer aparecem para labutar. As medidas anunciadas são apenas panos e lendas, pois escondem a verdadeira intenção do governo federal, qual seja a de nos imputar um novo imposto: a CPMF. O governo federal aparenta ser um dragão cheio de fome, querendo engolir a pouca renda do trabalhador brasileiro. Percebe-se nesses apáticos ministros da área econômica, que por vontade própria, já teriam saltado desse Titanic, cujo destino é o fundo do oceano das maracutaias, das fraudes, dos cambalachos e da corrupção.


Não se vislumbra um átimo de seriedade nessa proposta enviada ao Congresso Nacional. Não se corta o que não existe. Porque não adotam medidas no sentido de repatriar os dólares investidos em Cuba, Argentina, Bolívia, Equador, Peru, Nicarágua e em países africanos governados por ditadores? Porque comprar uma nova frota de carros para o Congresso, quando o país está na bancarrota? Porque dessas expedições para acompanhar a Presidente ao exterior, com hospedagem de hotéis luxuosos, e gastando cem mil dólares em aluguel de limusines, como ocorreu recentemente nos Estados Unidos?


Repercutindo as palavras do general Antônio Mourão, comandante Militar do Sul: existem apenas quatro cenários possíveis para o Brasil na atualidade. 1- Sobrevida – mesmo enfraquecido o atual governo chega ao fim do mandato; 2- Queda controlada – a presidente renuncia ou se afasta por vontade própria negociando a transição; 3- Renovação – descontinuidade do governo com novas eleições; 4- Caos. Alguém vê algo mais no horizonte?



O autor é jornalista

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