A queda na taxa de natalidade no Brasil reduziu o número de alunos matriculados na educação básica. Essa realidade poderia ajudar a melhorar o ensino público, no entanto, o governo paulista, de bandeira neoliberal, enxergou uma oportunidade para fechar dezenas de escolas e cortar os investimentos destinados à educação. Para tanto, de modo bem infeliz, inventou uma suposta reorganização em toda rede estadual de ensino.
A decisão tomada revela-se totalmente equivocada. Com menos estudantes é hora de diminuir o número de alunos em sala de aula. Assim, a qualidade do ensino só tem a ganhar, uma vez que o professor passaria mais tempo dedicado por aluno para ensinar, avaliar e recuperar. Ao invés de cortar gastos, é o momento também de finalmente valorizar a carreira docente, com salário compatível à formação acadêmica e adequadamente justo à responsabilidade da profissão. É preciso, portanto, que o governador reveja essa tal reorganização. O caminho para salvar o ensino público certamente não é esse. Pois não há estado mínimo quando se trata de educação.