Tribuna do Leitor

Atendimento à população

Pedro Valentim
| Tempo de leitura: 2 min

Devido ao descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal em decorrência do estouro nos gastos com pessoal, a Prefeitura Municipal de Bauru fez restrições a horas extras que eram feitas por servidores municipais. No entanto, isso vai prejudicar sensivelmente o atendimento à população, conforme a matéria do Jornal da Cidade (‘Servidores temem riscos em UPAs e PSC’, Política, Pág. 3, 8/15), que demonstrou que técnicos e auxiliares de enfermagem foram os mais afetados pelos cortes em horas e plantões extras na rede de urgência da saúde em Bauru. Ou seja, justamente na saúde que é o setor que mais sofre reclamações dos bauruenses.


Por exemplo, a presidente Dilma, que mais erra do que acerta, deu uma bola dentro ao cortar oito ministérios, 3.000 cargos de indicação política, 30 secretarias e reduzir em 10% seu próprio salário e de todos os ministros. O prefeito Rodrigo Agostinho poderia fazer o mesmo e extinguir algumas secretarias municipais, exonerar vários cargos de indicação política (alguns ganham sem ir trabalhar) e diminuir seu próprio salário e de todos os secretários municipais.

      

O exemplo deve vir de cima e fica muito cômodo começar a redução de despesas cortando as horas extras dos servidores municipais o que consequentemente vai acarretar em piora do atendimento da nossa população.


Até agora a prefeitura exonerou apenas alguns poucos cargos de confiança política e nos bastidores comenta-se que é por pressão de vários vereadores (não são todos, mas o que calam consentem) que possuem cargos de indicação política na prefeitura e não admitem que mandem embora os seus apaniguados.

       

E o povo e os servidores pagam o pato dessa comédia política-administrativa. O ex-senador Cristovam Buarque citou na Folha de São Paulo: “É triste e deprimente quando um Parlamento que tem a função de fiscalizar se transforma num balcão de negociatas e vícios patrocinados por eleitos que se transformam em autênticos vendilhões do templo”.


PS - O Ministério Público Federal poderá ser acionado para investigar indícios de superfaturamento na compra de legumes, frutas e verduras pela Secretaria Municipal de Educação.

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