| Wagner Gonçalves/Prefeitura de Lençóis Paulista |
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| Mané Frias (Borebi), Bel Lorenzetti (Lençóis), Tarcísio Abel (Macatuba) e Amarildo Fernandes (Areiópolis) |
Mais quatro prefeitos da região de Lençóis Paulista se reuniram para discutir ações para enfrentar a crise econômica. Na semana passada oito municípios da região de Pirajuí também fizeram encontro para adotar ações unificadas de redução de custos visando o equilíbrio orçamentário frente à crise econômica. As prefeituras reclamam de queda acentuada na arrecadação e defendem que, sem o aumento nos repasses, sobretudo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a manutenção dos serviços públicos se tornará insustentável.
As prefeituras de Arealva, Iacanga e Pirajuí já estão fechando mais cedo. O prefeito de Reginópolis, Marco Antônio Martins Bastos (PSDB), sediou o encontro na sexta-feira (16), com prefeitos de Pirajuí, Arealva, Iacanga, Pongaí, Presidente Alves, Uru e Balbinos.
Na última quinta-feira (22), foi a vez dos prefeitos de Areiópolis, Amarildo Garcia Fernandes; de Borebi, Manoel Frias Filho; de Macatuba, Tarcísio Abel; e a prefeita Cristina Lorenzetti, a Bel, se reunirem em Lençóis Paulista.
Durante o encontro, os prefeitos apontaram as saídas para o enfrentamento da crise econômica. Algumas delas são comuns a todos os quatro municípios, como a redução de horas extras, a contenção de despesas com pessoal, a otimização do uso do transporte, a renegociação de contratos com fornecedores, o corte de gastos com telefonia, combustível, água e energia elétrica, este último apontado como um outro fator complicador para as administrações públicas por conta dos sucessivos aumentos na tarifa.
Os prefeitos também apontaram as perdas de seus municípios até setembro de 2015 com a queda nos repasses federais: Areiópolis R$ 1,1 milhão, Borebi R$ 700 mil, Lençóis Paulista R$ 4,3 milhões e Macatuba, R$ 1,8 milhão. Somados, os valores dos quatro municípios representam perdas de R$ 8 milhões no orçamento.
Novos encontros com os prefeitos da região serão agendados e o principal foco será a troca de experiências de forma a encontrar soluções para o enfrentamento da crise econômica tendo em vista a constante redução no repasse de verbas federais aos municípios, situação que deve ter a mesma dinâmica em 2016. As próximas reuniões deverão contar com prefeitos de outras cidades como forma de ampliar a participação e o debate de ideias para o enfrentamento à crise econômica pela qual passa os municípios brasileiros.
