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Uma fênix chamada Noroeste

Reynaldo Grillo
| Tempo de leitura: 2 min


Tal qual uma fênix, o grande Norusca  uma vez mais renasceu das cinzas. O vermelhinho mais querido do mundo teve que passar pelo fogo e sair fortalecido, renovado e renascido. Superou a sua má fase e fez com que a sua apaixonada torcida recobrasse a autoestima, até então perdida. Entre alegrias e tristezas, dor e desejo, o Noroeste ensinou ao seu torcedor muito mais do que simplesmente seguir o caminho do Alfredão para assistir a um jogo de futebol. A estrada que leva de casa ao estádio, nos momentos que antecedem a um jogo de futebol, é uma das mais reflexivas que existem.

A adrenalina à flor da pele talvez explique um pouco este sentimento. Talvez este seja apenas um dos grandes exemplos de lição de amor, dentre inúmeros casos da paixão que unem o torcedor ao Noroeste. Mais um caso de amor entre tantos conhecidos ou anônimos.

O Noroeste é mesmo muito mais do que um simples clube de futebol. É um clube que possui uma estranha força, como uma verdadeira religião que movimenta um grande número de torcedores, desde os velhos amigos até a nova geração. Na manhã do último domingo, durante o jogo da decisão que selou a nossa volta à Série A3 do Campeonato Paulista, me emocionei. Meus olhos marejaram, fazia realmente algum tempo que o Noroeste não me emocionava dessa maneira. Algo novo está acontecendo e, como num toque de mágica, estamos tomando um novo rumo e retomando nossos ideais de uma maneira muito forte e determinada. Afinal de contas, não é apenas o Noroeste ganhar que nos emociona, mas a forma como o Noroeste está ganhando.

Torço muito para que esta nova fase do Norusca seja de verdade um novo rumo, que poderá levar o clube a galgar novos degraus para podermos ver um time organizado e competitivo dentro das quatro linhas e, assim, trazer o torcedor noroestino de volta ao Alfredão, afastado devido às más gestões anteriores do clube.

Quero parabenizar o técnico Vitão por ter dado um toque especial no time, ao determinado elenco de jogadores, comissão técnica, direção do clube, através do Emilio Brumatti e Rafael Padilha, e a toda nação noroestina que foi chamada a comparecer e fez presença marcante neste jogo decisivo, que definiu a nossa classificação. A multidão foi capitaneada pelas torcidas Sangue Rubro e Falange Vermelha, que sempre dão apoio integral ao vermelhinho mais querido do mundo.

PS: Nossos agradecimentos à Ferroviária de Araraquara, pela força dada ao Norusca. Estaremos no ano de 2016 ocupados... Teremos a A3, Copa Paulista e as categorias de base do clube. O pensamento agora é progredir e alcançarmos as divisões superiores. Vai, Norusca! Sempre!

O autor é noroestino, mora em New Jersey (USA) e não perde um jogo

 

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