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Próteses brasileiras

João F. Gabriele
| Tempo de leitura: 2 min

A medida cautelar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – em suspender a comercialização de todas as próteses mamárias e outros produtos fabricados pela maior empresa do país e a terceira do mundo pegou a comunidade médica e especializada de surpresa. Tal interdição, preventiva, ocorreu devido a um lote de próteses que havia sido encaminhado para Alemanha e, em uma avaliação, foi  constatado um índice de micropartículas - no invólucro de esterilização da prótese - que poderia estar acima do esperado. Entretanto, não existe entre os órgãos reguladores do Brasil, EUA e União Europeia um índice que preconize uma quantidade mínima ou máxima de partículas nas próteses, principalmente porque essas partículas são estéreis e não representam risco à saúde para quem realizou um implante.


Essas micropartículas estão presentes em qualquer material médico estéril, como uma sonda ou uma válvula cardíaca, por exemplo. Os implantes mamários são constantemente fiscalizados no Brasil pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia plástica, por meio da Comissão do Silicone. Estes órgãos estão em contato direto com outros órgãos científicos e sanitários nacionais e internacionais com o objetivo de averiguar qualquer irregularidade ou suspeita.


Aos pacientes que usam os implantes fabricados pela empresa, tanto a Anvisa quanto a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica foram a público para tranquilizar sobre a questão de que não há qualquer risco à saúde por se tratar apenas de partículas residuais procedentes da fabricação e não microorganismos que contaminaram os produtos. Não existe queixa alguma quanto à qualidade das próteses.


Muitos cirurgiões brasileiros trabalham com as próteses fabricadas por essa empresa que tem uma reputação de quase 40 anos no mercado, além de certificações de todos os órgãos de vigilância dos países para onde são exportadas, inclusive os EUA, cujo esse tipo de certificação é mundialmente conhecido como um dos mais rigorosos do mundo.

         

O autor é médico, cirurgião plástico, membro especialista e titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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