Regional

Porco é alvo de polêmica em São Manuel

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação
José Ricardo Tineu comprou Rabicó para dar de presente para a filha Maria Clara, de 7 meses, e virou animal de estimação

Uma família de São Manuel (69 quilômetros de Bauru) corre o risco de perder o seu porco de estimação. Após denúncia, fiscais da Vigilância Ambiental foram até a residência, no bairro Nova Conquista, e deram prazo de dez dias para que o animal seja levado para um local adequado. Esse prazo venceria nessa segunda-feira (26), mas o dono “ganhou” mais dez dias para regularizar a situação.

Rabicó, como é carinhosamente chamado, passou a fazer parte da família do chapeiro José Ricardo Tineu há exatos oito meses e 25 dias. Ele conta que comprou o animal para fazer companhia à sua filha Maria Clara, de sete meses. “Eu comprei para dar de presente para ela”, diz.

“Ele é criado como se fosse um cachorrinho de estimação. Eu brinco com ele, à noite, ele dorme na sala da minha casa, ele usa o óculos dele, eu passo creme nele, ele usa chapéu e a ração dele é uma própria para cachorro, sem gordura. E, todo domingo, eu levo ele para passear”.

Segundo Tineu, Rabicó mede 32 centímetros e pesa 44 quilos. “Eu tenho laudo do meu porquinho dizendo que ele está vermifugado e toma as vacinas em dia. Eu trouxe ele na Unesp para fazer exames”, conta. Já o resultado do exame de sangue deverá ficar pronto em cinco dias.

O chapeiro revela que irá protocolar os documentos na prefeitura para comprovar que o animal não representa riscos à saúde pública. “Ele já faz parte da família”, afirma. “Se eu tirar ele da menina, acho que ela vai sentir muita falta e vai ficar doente. É a diversão dela durante o dia”.

O dono do porquinho também avalia a possibilidade de implantar nele um microchip e diz que, se não tiver autorização do município para continuar com Rabicó, irá recorrer à Justiça.

Lei

Por meio da assessoria de imprensa, prefeitura de São Manuel informou que lei municipal de setembro de 2009 proíbe a criação de suínos, caprinos, ovinos, bovinos, bufalinos e galináceos em loteamentos urbanos do município.

“O pessoal foi até o local e constatou que o porco reside na casa, faz sujeira, tanto urina quanto fezes, tem um número excessivo de mosquitos e o espaço não é apropriado para criação do animal”, declara.

“Além de trazer malefícios para as pessoas, moradores da casa e vizinhos, o animal não está sendo criado em ambiente propício para o tamanho dele”.

Ainda segundo a prefeitura, o proprietário do porco não apresentou aos fiscais da Vigilância Ambiental a carteira de vacinação do animal.

Prazo prorrogado

Segundo a prefeitura, José Ricardo Tineu ganhou mais dez dias de prazo para regularizar a situação de Rabicó. “Foi dado prazo de dez dias para que eles dessem destino apropriado para o animal”, diz o município. “Esse prazo venceu hoje (essa segunda-26) e vai ser revogado por mais dez dias porque a intenção, na verdade, não é tirar o animal da família, muito pelo contrário, é que eles consigam um lugar ideal para que ele possa viver”. Nesse período, o dono do porco espera conseguir autorização para ficar com ele.

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