Nosso prefeito tentou tranquilizar a cidade recentemente dizendo que o aperto financeiro não iria influir na chamada “operação tapa-buracos”. Com todo respeito, o maior drama da cidade não é a operação tapa-buracos, mas a abre-buracos, uma demonstração conjunta de incompetência técnica, descaso administrativo e dano ao patrimônio público praticados pelo DAE e Secretaria de Obras.
A cada conserto ou ligação de encanamento que o DAE realiza, uma coisa é certa: irão estragar a rua. É fato notório! Toda obra feita pelo DAE - sem exceção - destrói a base da rua, abrindo buracos que terminam por ser tapados apenas com a pá de terra jogada por um peão de obra daquela autarquia, despreocupado em fazer trabalho minimamente decente. Depois vem o peão da Secretaria de Obras e joga o asfalto por cima, torcendo para que o monturo de massa fique um dia nivelado com a rua original.
O que sempre ocorre, semanas depois, é que teremos um solavanco no carro por causa da maçaroca elevada que não compactou ou, pior ainda, o afundamento horroroso da rua. E esse descalabro será incorporado eternamente ao patrimônio público. Nós, usuários, sabemos disso. Os responsáveis por aqueles órgãos, fingem que não. O que incomoda é que esse dano é premeditado e poderia ser evitado se houvesse algum comprometimento das autoridades com a qualidade. Passa-se ao largo do problema!
Aliás, acredito que nem vejam como problema. Que os peões tapem o buraco de qualquer maneira e, se o resultado final ficar como a porcaria das ruas, em 100% dos casos, dane-se o cidadão. Que sina maldita é essa que nos condena aos serviços porcos e displicentes dos administradores públicos em todas as esferas e instâncias? Não existe comprometimento com ética, respeito ao cidadão ou à coisa pública. Ocupam cadeiras nos governos em busca de satisfação do ego, da proximidade com o rei. Andam pelas ruas condenadas com desfaçatez, como se não fossem responsável pela coisa que deveriam zelar. E agem como se não nos devessem satisfação, conquanto estejam ao nosso serviço. Ao menos em teoria...
Com a tranquilidade de quem dirige (e sofre) diariamente pelas ruas de Bauru, inclusive nos dezoito afundamentos entre a escola do meu filho e minha casa, posso afirmar que não existe um único serviço feito pelo DAE e Prefeitura que tenha devolvido ao munícipe um remendo ou reparo sequer igual ao que foi encontrado. Contrariando o bordão do Tiririca, “pior do que está, fica” sim.