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Bauruense narra susto em tremor no Chile

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Marco Labão/Divulgação
Visão do quarto de hotel de Marco Labão, no Chile

“Acordei com tudo estremecendo. Quase que eu e minha esposa fomos derrubados da cama durante a madrugada aqui em Santiago. Depois do terremoto principal, fomos atingidos por outros quatro tremores. Ficamos muito apreensivos”. Quem vivenciou isso, neste sábado, na Capital chilena, foi o bauruense e servidor público Marco Labão, 59 anos, que passa férias com a esposa Ellen Belmonte, 46, fora do País, viajando de carro.

O susto que Labão e sua mulher passaram foi por causa do terremoto de 6,8 graus de magnitude que ocorreu nas regiões norte e central do Chile (leia mais na página 35), segundo informou o Escritório Nacional de Emergências (Onemi) e o Centro Sismológico Nacional. Não houve registro de vítimas, segundo as autoridades locais e o próprio bauruense. O abalo sísmico aconteceu por volta das 4h30 (5h30 de Brasília).

Jornal da Cidade – O que você e sua esposa sentiram na hora?
Marco Labão -
Eu não senti medo, mas foram momentos de apreensão, justamente porque não estamos acostumados e estávamos no nono andar do hotel. Foi muito rápido. Os cabides batiam sem parar dentro armário e tudo isso durou cerca de 15 segundos.

JC – E o que fizeram após os tremores pararem?
Labão -
Aqui no bairro que estamos, chamado Providência, os hotéis disparam alarmes de segurança. Não precisamos descer escadas, mas os estrangeiros estavam bastante temerosos. A população aqui demonstra-se estar muito acostumada com esses abalos.

Terremotos recentes
O temor não é para menos. Em setembro deste ano, os chilenos sofreram com o tremor de 8,3 graus de magnitude e um maremoto na sequência que matou 15 pessoas e deixou mais de 16 mil desabrigados. Em 2010, um terremoto de 8,8 graus, seguido por tsunami, deixou mais de 500 mortos e desaparecidos no sul do país, causando prejuízos que ultrapassam os US$ 30 bilhões.

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