Dela você descortinava toda a cidade. Nela minha mulher morou durante muito tempo na rua Carlos Marques, defronte à loteria e a um quarteirão da TV Tem. Por esse motivo, fomos no lançamento do livro “Submerso em águas claras”, de Mariano de Mariano, cujo pai tinha uma das casas mais belas do bairro, na rua Padre Nóbrega, quarteirão 11. Foi um encontro de saudosos moradores daquele bairro, na quinta feira, 5 de dezembro de 2013, na Livraria Jalovi dos Altos da Cidade.
O perímetro urbano do município tinha como limites o Córrego das Flores, que desemboca no Rio Bauru, dele seguindo até a região da Praça Itália e dali, em linha reta, segue uma linha imaginária 70 metros acima da Rua XV de Novembro até alcançar novamente o referido córrego. Esse perímetro foi expandido com a Vila Falcão a partir de 1918, e nela nasci e residi durante muito tempo.
Portanto, não sendo a Vila mais antiga, ela era na época a mais Bella para se contemplar a cidade em toda sua extensão. Por puro acaso tive a oportunidade de verificar num inventário familiar de 1936, a revelação de como ela nasceu: “Cabe destacar a Villa Jardim Bella Vista, antes pertencente a Nicolas Garcia, com escritório na Rua Pirajuí (atual Azarias Leite) com vendas a partir de 1929, com 311 lotes ocupando uma área de 8 alqueires. Cada lote era vendido de dois a quatro contos de réis, com entrada de 15%. Primeiros moradores a ali construirem foram Guilherme Barbieri, Fortunato Braite e as irmãs Bouri. O loteamento pertenceu depois a João Garcia Gutierrez que, conforme anotação na caderneta nº 30, de fevereiro de 1936, vendeu parte da área loteada para a Casa Moreira, de propriedade de Alcides Moreira Leite, com escritório na rua Baptista de Carvalho, 1-4, phone 324.
Nessa época a vila, localizada na zona norte da cidade, fazia divisas com o Rio Bauru, vilas Camargo, São João da Bela Vista, Quaggio e os armazéns da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Tinha treze ruas: 8 de dezembro, Santo Antônio, 1º de dezembro, Rádio Club, PRG-8, Quintino Bocayuva, 12 de outubro, 24 de fevereiro, Matarazzo, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Silva Jardim e Alto Acre.”
Como se observa, dessas treze vias públicas, poucas mantiveram suas denominações até a atualidade.