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Humanidade em crise

Carlos Pinto
| Tempo de leitura: 2 min

As grandes lideranças mundiais simplesmente desapareceram. Os que hoje governam ou dirigem nações não passam de arremedos dos grandes dirigentes mundiais do passado. Abriram espaço para essa guerra inútil tendo como pano de fundo as religiões, notadamente o islamismo, onde se mata em nome de um Deus.


Os ataques cometidos em vários pontos de Paris, notadamente no Bataclan onde mais de mil pessoas assistiam a um show de rock, segundo informes velados, haviam sido detectados por serviços secretos de outros países europeus. Porém esses mesmos serviços secretos franceses não tiveram a agilidade necessária ou foram apanhados de surpresa com relação aos vários locais atingidos ao mesmo tempo, dentro de uma cronometragem que demonstra a forma ordenada como foram conduzidos.


Um cidadão preso na Alemanha dias atrás, e outros três presos na fronteira da Bélgica um dia após os ataques, podem estar ligados a este atentado que escapa a qualquer entendimento, muito embora o Estado Islâmico já tenha confessado sua responsabilidade nos referidos atos terroristas. Esses fanáticos do islã estão infiltrados em várias cidades europeias, prontos para a produção de novos atos dessa natureza.


Líderes mundiais desprovidos de uma ampla competência e conhecimento têm concorrido para que a humanidade chegasse a esse ponto de ruptura. O crescimento do chamado Estado Islâmico nestes últimos dois anos vem sendo observado à distância por esses pretensos líderes, havendo até alguns que entendem que se deveria manter um diálogo com estes terroristas. Se tivessem adotado as medidas necessárias quando esses terroristas cometeram seus primeiros crimes não teríamos chegado a este ponto. Quando governantes fecham escolas sem qualquer explicação ou diálogo com a população é certo que pretendem construir novas prisões.


Os brasileiros assistem inertes à crescente onda da criminalidade, onde assaltos e latrocínios são cometidos à luz do dia, enquanto as autoridades se comportam como bufões da corte. A guerra instalada entre traficantes e policiais no Rio e São Paulo é um exemplo claro de que a população está desvalida e atirada à sua própria sorte. A corrupção e a desvalorização dos conceitos de honestidade, ética e caráter concorrem para que o crime organizado, tanto o marginal quanto o político, arrastem a nação para o abismo.


Creio que é chegada a hora de uma radical mudança, ou não haverá futuro para as novas gerações. Quando o povo permite o fechamento de escolas, e aceita que a mídia continue divulgando entrevistas com poltrões que assaltaram os cofres públicos, só caminharemos céleres para o cadafalso.


O autor é jornalista

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