Polícia

Ladrão que roubava postos e pizzarias se entrega

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita
Caio Daniel de Souza Toledo é recém-egresso da Fundação Casa e confessou ser autor de assaltos: “Quero sair dessa vida”

“Alo, é da Polícia? Sou ladrão! Quero me entregar.” Foi assim que Caio Daniel de Souza Toledo, 18 anos, acabou preso no início da tarde dessa quinta-feira (19) na região da Vila Falcão, em Bauru. Usando o orelhão de uma praça na quadra 5 da rua Albuquerque Lins, ele mesmo acionou o 190 da Polícia Militar (PM) e se entregou, confessando ter participado de pelos menos dois roubos na cidade nos últimos dias para ajudar a levantar uma biqueira a que servia, na região da Vila Santista, bairro onde mora.

“Achamos que era trote. Ao chegarmos à praça, ele estava sentado em um banco, levantou-se e acenou com a mão, dizendo que o ladrão era ele”, narra o 1.º tenente PM Ricardo Bernardes Machado, responsável por acompanhar todas as ocorrências mais graves que chegam ao 190.

Recém-egresso da Fundação Casa por envolvimento com o tráfico de drogas, Caio teria confessado aos PMs, em um primeiro momento, ser o autor de um roubo a uma pizzaria, no bairro Terra Branca, e a um posto de combustíveis na quadra 10 da avenida Castelo Branco, às 22h do dia 14 de novembro e às 20h40 de 16 de novembro, respectivamente.

Mais roubos

Levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ), Caio acabou confessando mais dois roubos a outros dois postos, um na quadra 32 da Castelo Branco, Vila Independência, e outro no Jardim Vitória, que foi cometido quatro horas após o assalto ao estabelecimento na quadra 10 da Castelo.

Na delegacia, ele foi reconhecido por duas das quatro vítimas. Responsável pela investigação do caso, Kleber Granja, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), instaurou inquérito para investigar a participação dele nos quatro roubos qualificados, com emprego de arma de fogo e concurso de pessoas.

Frieza

Em depoimento, o jovem teria demonstrado extrema frieza. “Ele disse que nunca cometia um assalto sem empenhar a arma contra a vítima e sem checar se a arma estava limpa e municiada. Agia sempre com o dedo no gatilho, para atirar caso a vítima esboçasse reação”, alerta o delegado, ressaltando a questão do perigo da reação em assaltos.

‘Quero sair’

Sobre a motivação dos crimes, o próprio preso afirmou à reportagem que agia para levantar uma biqueira. “Mas não posso falar qual é. Eu só fiz isso porque quero sair dessa vida”, resume. Porém, uma das hipóteses sobre a rendição do jovem, segundo a polícia, é de que ele estaria recebendo ameaças por dívidas contraídas em meio à microtraficância.

Preso temporariamente, ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Avaí. “Já solicitamos a preventiva. E acreditamos que ele possa ser identificado em mais crimes. Lembrando que a pena pode ser triplicada pelos roubos terem ocorrido de forma continuada”, observa o delegado.

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