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Enterradas as vítimas mortas em acidente de paraquedas

Lilian Grasiela e Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Klaus Bernardino/Visaonoticias.com
 Instrutor de paraquedismo e comerciante caíram em uma área de pasto durante um salto duplo

Os corpos do instrutor de paraquedismo Valderson Petelinkar, de 36 anos, e do comerciante Marcelo dos Santos, 26 anos, foram sepultados nessa segunda-feira (7), respectivamente, em Bauru e Pederneiras. Os dois morreram durante salto duplo de paraquedas, no último domingo (6) à tarde, em Vera Cruz (90 quilômetros de Bauru). A Polícia Civil instaurou inquérito e aguarda resultado do laudo da Polícia Científica para esclarecer o que causou o acidente.

De acordo com o delegado de Vera Cruz, Alessandro Kobayashi, o avião de onde o instrutor e o comerciante saltaram decolou do aeroclube da cidade. Após o salto, segundo o relato de testemunhas à polícia, o paraquedas foi acionado, mas, por algum motivo, não funcionou como deveria e os dois acabaram “rodopiando” no ar.

“Pelo que foi dito no local, o paraquedas não abriu corretamente, mas chegou a ser acionado”, diz. “Aparentemente, ele (instrutor) também tentou acionar o paraquedas reserva”. Valderson e Marcelo caíram por volta das 17h20 em um pasto a cerca de três quilômetros do aeroclube. Antes de tocar o solo, teriam atingido uma árvore.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas as vítimas já estavam mortas. Equipes que atenderam a ocorrência contaram que os dois tiveram esmagamento de crânio e tórax. Após perícia, os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Marília para a realização de exame necroscópico, que irá apontar as causas da morte.

De acordo com o delegado, o caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). “A gente está investigando se alguém teve culpa nesse acidente, se foi falha do equipamento, do próprio instrutor, ou de alguma outra pessoa, que deveria tomar alguma providência e não tomou”, declara.

Segundo ele, o laudo será fundamental para esclarecer as causas da queda. Além disso, a polícia irá analisar imagens do salto gravadas pelo instrutor. “O perito tem trinta dias para a conclusão do laudo”, afirma. “Ele vai verificar se o equipamento apresentou alguma falha, que falha foi ou se estava tudo em ordem com o equipamento”.

A reportagem apurou que, por ano, no Brasil, são realizados entre 40 a 60 mil saltos duplos de paraquedas. Desse total, cerca da metade ocorre em Boituva. A prática é considerada bastante segura e, segundo informações extraoficiais, o acidente ocorrido domingo em Vera Cruz seria o primeiro registro de acidente fatal envolvendo salto duplo no país.

As vítimas

Valderson era instrutor de paraquedismo e saltava há 20 anos. Ele era casado, tinha uma filha de quatro anos, morava na Vila Falcão, em Bauru, trabalhava nos Correios e participava do grupo de paraquedismo Cavaleiros do Vento. O corpo do instrutor foi sepultado nessa segunda (7), às 15h, no Cemitério Jardim Ipê.

Já Marcelo saltava pela primeira vez, a convite de uma amiga. Ele era proprietário de uma pizzaria em Pederneiras e deixou a mãe, padrasto e duas irmãs. O corpo dele também foi sepultado nessa segunda, às 14h, no Cemitério de Pederneiras.

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