Geral

Funcionários dos presídios perdem transporte gratuito

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan
Transporte oferecido aos funcionários de presídios há 24 anos será cortado a partir de janeiro

Há 24 anos, 500 servidores dos Centros de Progressão Penitenciária (CPPs) 1, 2 e 3 e também do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru contam com transporte custeado pelo governo estadual para se deslocarem até as unidades prisionais. O beneficio será retirado a partir do mês que vem. Motivo: contenção de gastos, segundo o sindicato da categoria.

Diante da medida, o sindicato pediu intervenção do Estado junto ao município, para que sejam disponibilizadas linhas de circulares que cheguem até os presídios, uma vez que dois deles (CPPs 1 e 2) ficam em área rural, próximo ao Distrito de Tibiriçá. Já o CPP 3 e CDP estão localizados na região do Distrito Industrial 2.

Em razão do contrato com as empresas de transporte público de Bauru, o prefeito Rodrigo Agostinho adiantou que teria que ser feita reformulação no itinerário e ao menos uma linha sofreria alteração. “Indiscutivelmente, alguém ficaria sem ônibus na cidade”, apontou, destacando que não seria possível isentar os servidores das tarifas do coletivo.

O comunicado sobre o corte foi anunciado no início de novembro, pela Coordenadoria da Região Noroeste do Estado, que abrange 41 cidades. Em toda a região, cerca de 10 mil servidores ficarão sem a condução, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindicop), Gilson Pimentel Barreto.

“Está todo mundo descontente com a medida. A maioria depende do transporte para ir trabalhar e não existem linhas de coletivo que chegam até as unidades. Por isso, o sindicato pediu para que o Estado intercedesse com objetivo da prefeitura disponibilizar os ônibus. Até onde a gente sabe, o prefeito já teria recebido o ofício com a solicitação”, pontuou Gilson.

A reportagem acionou a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP) no dia 2. Nove dias depois, os questionamentos não haviam sido respondidos.  

Alterar itinerários

Questionado sobre a possibilidade de o munícipio disponibilizar linhas de transporte coletivo que cheguem até as unidades prisionais de Bauru, Rodrigo Agostinho explicou que, para mexer em uma linha, outras teriam de ser alteradas, o que deixaria “alguém sem ônibus” no município.

Rodrigo observa que existe um contrato com as empresas de ônibus e não há como aumentar a quilometragem de uma linha. “Teremos que fazer os estudos. Se aumentarmos a quilometragem, consequentemente aumenta a distância percorrida pelos ônibus, o que eleva a despesa e encarece a tarifa do transporte público”, ressalta.   

Terão que pagar...

 O prefeito Rodrigo Agostinho ressaltou que, se o município conseguir estabelecer as linhas de transporte público, os servidores das unidades penitenciárias de Bauru terão de pagar a passagem. “Não tem como oferecer o benefício de graça, como o Estado garantia. Mas podemos avaliar o que pode ser feito”, promete o chefe do Executivo.

Comentários

Comentários