Regional

MPF apura serviços dos Correios em Piratininga

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito para apurar a suposta deficiência na prestação de serviços dos Correios em Piratininga (13 quilômetros de Bauru). Denúncia feita por vereador revela que moradores de alguns bairros não estariam recebendo as correspondências. Em outras regiões, as cartas estariam chegando com atraso de até 15 dias. Os Correios informaram que já prestaram esclarecimentos ao órgão.

Segundo o parlamentar Wander Luis Rodrigues (PSDB), o Wandão, a queixa dos moradores da cidade é antiga. No ano passado, ele conta que enviou ofício ao gerente operacional de distribuição dos Correios questionando a prestação dos serviços no município, mas recebeu como resposta informação de que a empresa estava trabalhando dentro dos prazos, com efetivo “além do necessário”.

Em maio do mesmo ano, o vereador levou o caso ao Ministério Público (MP). De acordo com Wandão, Piratininga tem cerca de 4 mil imóveis, incluindo os condomínios. “As correspondências estavam chegando com dez dias, quinze dias de atraso e, às vezes, não chegava nada”, afirma. Na ocasião, moradores do bairro “Professora Célida Apparecida Soares” não estavam recebendo encomendas.

O parlamentar alega que a agência local possui funcionário que faz as entregas de moto em locais distantes e outros dois, que se dividem para atender toda a cidade. “Os próprios funcionários dos Correios falaram que era impossível duas pessoas fazerem todo o serviço”, diz. “Existe uma quantidade que eles têm que percorrer a pé e, aqui em Piratininga, eles estavam andando quase o dobro”.

Inquérito

Por envolver um órgão federal, o MP comunicou o MPF em Bauru sobre os problemas enfrentados pelos moradores de Piratininga e inquérito civil foi instaurado para apurar o caso. Em nota, a Diretoria Regional dos Correios São Paulo Interior informou apenas que recebeu pedido de informações do órgão sobre a entrega de correspondências na cidade em 30 de junho e enviou a resposta no dia 24 de julho.

O JC apurou que a empresa teria apresentado propostas para melhorar os serviços. Agora, segundo Wandão, o MPF quer saber se as medidas foram suficientes para solucionar o problema. “Fiz uma publicação em minha página no Facebook solicitando que a população comente os problemas e dificuldades que ainda está enfrentando com a empresa. A intenção é fazer esse levantamento e encaminhar ao MPF para as devidas providencias”, diz.

‘Distribuição normal’

Em resposta ao MPF, os Correios disseram que a distribuição de correspondências em Piratininga está “normal”, mas que, em alguns casos, há atrasos na entrega feita pela central de objetos postais. A empresa confirmou que dois bairros – Residencial Bandeirante e Chácaras Renno – não contam com o serviço por estarem localizados na zona rural e explicou que aguardava a instalação de ferramenta que analisa efetivo, equipamentos e veículos para saber se a unidade está preparada para atender a demanda local.

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