Bairros

"Explosões" de poço intrigam vizinhos

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Malavolta Jr.
Enide Gomes e Claudio Furtado contam como são os estrondos
Poço artesiano fica na quadra 11 da alameda das Primaveras 

Moradores da quadra 11 da alameda das Primaveras, no Parque Vista Alegre, em Bauru, estão intrigados com um fenômeno: “explosões” em um poço artesiano mantido pelo DAE no local. Os estalos ocorrem com frequência. “Chega a tremer a porta da sala. A gente achava que tinha ladrão na casa”, conta a publicitária Letícia da Rocha, 23 anos.

Ela mora a poucos metros do poço. “A gente não sabia o que era. O barulho começou há alguns meses”, detalha. Letícia arrisca um palpite. “Deve ser a pressão da água que é distribuída aos bueiros”, diz. Aliás, versões e definições para o acontecimento é o que não faltam entre os vizinhos.

A dona de casa Rosa Pereira da Costa, 68 anos, relata que o estalo se assemelha à implosão de pedras. “Intriga a gente, pois é um estrondo forte e acontece tanto durante o dia quanto à noite. Meu marido fala que pode comprometer o alicerce da casa e até trincar as paredes”, observa a mulher.

Bastou 10 minutos no local para que a reportagem do JC presenciasse um estrondo, muito parecido com uma explosão causada por bombas. “Esse foi fraco”, justifica a aposentada Enide Fernandes Gomes. “Na maioria das vezes, faz um barulhão e chega a tremer até dentro do quarto”, garante a moradora.

Gomes arrisca palpites de consequências preocupantes. “Tenho medo de abrir o asfalto e começar a subir água como se fosse um chafariz. Muitas crianças brincam na rua e vários veículos transitam por aqui. Penso que pode ocorreu um acidente e que o tremor possa danificar a estrutura asfáltica”, diz.

Voltou?

O aposentado Claudio Furtado de Lacerda, 72 anos, contou que o fenômeno não é novidade para os moradores. Segundo ele, as mesmas explosões ocorriam há três anos, mas o DAE teria solucionado o problema. “Voltou há uns seis meses. Creio que o retentor da bomba d’água tenha estourado”, arrisca uma explicação.

Fim do mistério

Em nota, o DAE “solucionou” o mistério. E não se trata de explosões ou nada sobrenatural. O barulho, segundo a autarquia, ocorre com o fechamento da válvula de retenção, que desliga o poço. “A unidade é desligada automaticamente quando o reservatório atinge a capacidade máxima de armazenamento de água. Logo em seguida, essa válvula é acionada para que a água da adutora não retorne na bomba”, explica.

O DAE reforça que o equipamento está operando normalmente e que é “imprescindível para o funcionamento adequado do conjunto de bombeamento”. A autarquia ressalta que está avaliando possibilidades para minimizar o ruído da unidade do Parque Vista Alegre. 

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