| Fotos: Malavolta Jr. |
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| Enide Gomes e Claudio Furtado contam como são os estrondos |
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| Poço artesiano fica na quadra 11 da alameda das Primaveras |
Moradores da quadra 11 da alameda das Primaveras, no Parque Vista Alegre, em Bauru, estão intrigados com um fenômeno: “explosões” em um poço artesiano mantido pelo DAE no local. Os estalos ocorrem com frequência. “Chega a tremer a porta da sala. A gente achava que tinha ladrão na casa”, conta a publicitária Letícia da Rocha, 23 anos.
Ela mora a poucos metros do poço. “A gente não sabia o que era. O barulho começou há alguns meses”, detalha. Letícia arrisca um palpite. “Deve ser a pressão da água que é distribuída aos bueiros”, diz. Aliás, versões e definições para o acontecimento é o que não faltam entre os vizinhos.
A dona de casa Rosa Pereira da Costa, 68 anos, relata que o estalo se assemelha à implosão de pedras. “Intriga a gente, pois é um estrondo forte e acontece tanto durante o dia quanto à noite. Meu marido fala que pode comprometer o alicerce da casa e até trincar as paredes”, observa a mulher.
Bastou 10 minutos no local para que a reportagem do JC presenciasse um estrondo, muito parecido com uma explosão causada por bombas. “Esse foi fraco”, justifica a aposentada Enide Fernandes Gomes. “Na maioria das vezes, faz um barulhão e chega a tremer até dentro do quarto”, garante a moradora.
Gomes arrisca palpites de consequências preocupantes. “Tenho medo de abrir o asfalto e começar a subir água como se fosse um chafariz. Muitas crianças brincam na rua e vários veículos transitam por aqui. Penso que pode ocorreu um acidente e que o tremor possa danificar a estrutura asfáltica”, diz.
Voltou?
O aposentado Claudio Furtado de Lacerda, 72 anos, contou que o fenômeno não é novidade para os moradores. Segundo ele, as mesmas explosões ocorriam há três anos, mas o DAE teria solucionado o problema. “Voltou há uns seis meses. Creio que o retentor da bomba d’água tenha estourado”, arrisca uma explicação.
Fim do mistério
Em nota, o DAE “solucionou” o mistério. E não se trata de explosões ou nada sobrenatural. O barulho, segundo a autarquia, ocorre com o fechamento da válvula de retenção, que desliga o poço. “A unidade é desligada automaticamente quando o reservatório atinge a capacidade máxima de armazenamento de água. Logo em seguida, essa válvula é acionada para que a água da adutora não retorne na bomba”, explica.
O DAE reforça que o equipamento está operando normalmente e que é “imprescindível para o funcionamento adequado do conjunto de bombeamento”. A autarquia ressalta que está avaliando possibilidades para minimizar o ruído da unidade do Parque Vista Alegre.

