| Douglas Reis |
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| Estudantes arrumaram a cozinha e deixaram as salas prontas para a retomada das aulas |
Alunos desocuparam, nessa quarta-feira (16) de manhã, a Escola Estadual Luiz Castanho de Almeida, na Vila Falcão, após 22 dias de ocupação. Esta é a última unidade a encerrar o movimento em Bauru. As outras três que estavam ocupadas - Stela Machado (Vila Pacífico), Antônio Ferreira de Menezes (Alto Alegre) e Ayrton Busch (Parque Jaraguá) - foram liberadas na última semana.
Conforme o Jornal da Cidade noticiou, a Justiça estadual determinou a reintegração de posse da instituição, em documento publicado na última segunda (14). Um oficial de Justiça, inclusive, já teria até encaminhado a ordem de reintegração aos estudantes.
Pacífica
De forma pacífica, os alunos da Luiz Castanho deixaram a unidade, por volta das 7h, e convidaram a imprensa bauruense para registrar a desocupação, a “fim de comprovar o estado da escola”, conforme destacaram alunos do ensino médio, em carta enviada à reportagem nessa quarta.
Na declaração, os estudantes criticam a direção da instituição, apontando que ela teria “invadido” o prédio logo após a ocupação e “manipulado” alguns alunos a abdicarem do movimento.
Os estudantes ressaltaram também que a ocupação da Luiz Castanho “acaba com os alunos mais bem preparados, politizados, autônomos, maduros e articulados”. Na última terça-feira (15), um documento com as reivindicações para melhoria do ambiente escolar e informando as ações jurídicas cabíveis à direção foi protocolado na Diretoria Regional de Ensino (DRE).
Os alunos protestam contra o projeto de reorganização escolar proposto pelo governo paulista, mas que acabou sendo suspenso após uma série de ocupações em escolas na Capital, Grande São Paulo e Interior.
| Douglas Reis |
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| Recado deixado pelos alunos aponta que movimento continua |
Limpeza
Ainda na carta enviada ao JC, os alunos destacam que deixaram a escola limpa, com papéis higiênicos nos banheiros, salas arrumadas e prontas para as aulas, pátios varridos e “materiais escolares intactos”. As aulas devem ser retomadas nesta quinta.
Outro lado
Questionada sobre os apontamentos dos alunos contra a direção da Luiz Castanho, a dirigente regional de ensino, Gina Sanchez, destacou que, no dia 24 de novembro, primeiro dia de ocupação, estava sendo aplicada a prova do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp).
“Houve uma conversa entre os alunos que queriam ocupar a escola e os que desejavam fazer a prova. Ficou acertado, em ata, que o Saresp ocorreria normalmente. No dia seguinte, diretora e alunos que fariam a avaliação não tiveram acesso ao prédio, mas acabaram entrando, fazendo valer o combinado. É isso que eles estão chamando de invasão”, rebate Sanchez.
Gina alega que o pedido de não retaliação aos estudantes e mais espaço ao diálogo será atendido. Ela pontua que a escola foi entregue em perfeitas condições e que as aulas seriam retomadas nesta quinta. “As reposições de aula ocorrem nos dias 21, 22 e 23 e também 28, 29 e 30 deste mês. A ideia é concluir a reposição na primeira quinzena de janeiro”, disse.

