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Mary Dota comemora em grande estilo

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

Fotos: Quioshi Goto
Janaína Zapotoczny, Vanderlei Oliveira, mascote do Confiança, Markinho da Diversidade e Fábio Xavier cortaram o bolo
 
Amille levou para a festa o irmão Matheus Lima, o vizinho Kaio Ventura, o marido André Luiz de Souza, os filhos Vitória, Daniel e Davi, além do pequeno Alex Vitor, também vizinho

A tarde e a noite deste sábado foram movimentadas no Mary Dota, com a sexta edição da “December Fest”, que comemora os 25 anos do núcleo residencial onde vivem 20 mil pessoas. Com grande diversidade de atrações, o evento atraiu massivamente também moradores de bairros adjacentes, que fazem do aniversariante o “Centro” da região leste de Bauru.

É o caso da auxiliar de limpeza Eva Rocha Ferreira, 44 anos, e José Carlos Ferreira, 52. “A gente mora no Nova Bauru, mas vai para o Mary Dota para fazer tudo, desde supermercado, banco, até para ir ao dentista e ao oftalmologista”, conta ele.

Sua esposa fez questão de chegar cedo à festa, frequentada pelo casal já há três anos. “É bom porque pegamos lugar para sentar e podemos assistir aos shows com tranquilidade. Além disso, é muito bom porque a gente reencontra amigos de longa data”.

As amigas Sabrina Santos, 16, e Luiza Eduarda,15, também moram pertinho do Mary Dota, e estão sempre por lá. “Nossa vida se resume a esse bairro. Se a gente quer tomar um sorvete, vem. Se tem que comprar uma lembrancinha para alguém, vem”, conta a mais velha.

Já Luiza estava bastante empolgada com os shows de rap e esperava ainda pelos grupos de pagode. “Eu venho sempre que tem. É muito bom para ver gente e até para paquerar, né”, brinca.

 

LAZER
A “December Fest” agradou a todos os públicos, inclusive a criançada, que compareceu em peso. Maria Eduarda, de 4 anos, não parou um minuto de pular na cama elástica sob os olhares atentos da mãe, Adryelle Moura Santos, 20.

“Sou do Bela Vista, mas aproveito que minha sogra mora aqui e venho todos os anos para a festa. É sempre uma boa opção de lazer, com opções de brinquedos, sem que a gente precise gastar muito com o passeio”, observa a operadora de telemarketing.

DE LONGA DATA
Quem vive no Mary Dota desde sua inauguração, é claro, fez questão de prestigiar a festa. Depois de muitas tentativas frustradas por conta das escalas de trabalho, Amille Lopes do Prado, 30, foi ao ‘December Fest’ pela primeira vez neste sábado.

“Conheço esse bairro como a palma da minha mãe. Cresci aqui e fiz questão de trazer a família”, conta a manicure, que deseja mais segurança, especialmente no trânsito, como presente para seu bairro do coração.

Outro que mora no Mary Dota desde a inauguração do bairro, o autônomo Ricardo José Mariano, 36 é taxativo: “Esse aqui é o meu lugar. Não trocaria por qualquer outro lugar da cidade”, garante.


A festa

O Mary Dota December Fest 25 anos é uma realização da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Bauru, Associação Bauru Pela Diversidade (ABD), Lab Social, Força Interior Produções Multculturais projeto Arena e Ong Periferia Legal – Ponto de Cultura – Projeto Hip Hop Legal. Tem patrocínio do Jornal da Cidade, Supermercados Confiança, Frigorifico Mondelli, Pizzaria Pernambuco e Sindicato da Panificação.

A programação teve início no começo da tarde e se estendeu até o fim da noite, com a apresentação do grupo Nosso Esquema. O show do Palhaço Faísca com a turma da Peppa Pig encantou a criançada, que também se deliciou com o bolo máster, inspirado no Big Bolo do Viva Bauru. A expectativa era de que mais de 15 mil pessoas passassem pela festa neste sábado.


FALA COMUNIDADE

Moradores aprovam edição de homenagem ao bairro que  circulou neste sábado com o JC para celebrar os 25 anos do Mary Dota

“Foi uma bela homenagem para o bairro. Moro na Falcão, mas dois irmãos meus vivem aqui, que é mesmo uma cidade dentro de Bauru, como fala logo na primeira página do caderno.”

Jane Gomes, 41 anos, telefonista

“Eu gostei demais. Faz falta a gente se ver com mais frequência no jornal. Moro no Bauru 2.000, mas, há 25 anos, quando isso tudo começou, trabalhava no frigorífico, então eu vi tudo. O jornal ajudou a gente a lembrar de muitas histórias.”

Pedro Sebastião Pereira, 55 anos, aposentado

“Além de muito instrutiva, a publicação eleva a autoestima do bairro, principalmente da gente que vive aqui desde o começo. Quem não conhece aqui, com certeza, ficou com vontade de conhecer porque tem tudo mesmo. Só falta um cartório e cinema.”

Aparecida da Silva, 49 anos, merendeira

“Eu moro no Jardim Ivone, mas não saio daqui. Venho para ir à farmácia, supermercado e também para trazer as crianças para brincar. O caderno foi positivo porque a gente viu a comunidade nele.”

Reginaldo Nascimento Teixeira Filho, 40 anos, auxiliar de produção

“Ficou muito bonito. Eu moro no Mary Dota há 10 anos. Mas a foto grande mostrou a mata que tem em volta, por onde eu já gostava de desbravar antes mesmo do núcleo sair. Foi bonito ver o bairro e lembrar de tantas coisas boas.”

Sérgio Modesto de Oliveira, 61 anos, cortador

 

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