Olá, como de costume, no último domingo li alguns textos publicados nesta Tribuna e o de um amigo (Leandro Peres) chamou-me a atenção por um fato que se repete, não só no Vale do Igapó, mas por toda a cidade. Tal fato resume-se à falta de respeito ao próximo e, além de tudo, falta de educação, o que é mais grave.
Acredito que não só os moradores do Vale sofrem com as festas de final de ano, mas nos bairros mais interioranos da cidade os descalabros e exageros também ocorrem, carros em altas velocidades, muito barulho, fogos de artifícios sem nenhum ou quase nenhum controle. O que dizer do lixo? Não temos paciência em esperar o dia certo da coleta, assim nosso resto de ceia vai logo à manhã do dia 25 para as ruas, mesmo se sabemos que o “lixeiro” não passará por conta do feriado. Pior, por muitas vezes tal resto nem vai para a lixeira, e sim para as calçadas, onde são rasgados por cães, gatos ou um “humano marginalizado”, que nem condição de ceiar teve.
O duro é que esse lixo nas calçadas torna-se “rolha” gigante que entope as “bocas de lobo” e com isso traz os transtornos já conhecidos nos períodos chuvosos, inundações, perdas e riscos. Aí, chegamos onde quero: no JC de segunda-feira, ainda na capa, vê-se a reportagem sobre os Ecopontos, um absurdo, muita coisa jogada às suas portas, desde produtos recicláveis até o próprio resto de ceia (e olha que ali nem é o local para isso). Mais uma vez, o que vemos é a falta de respeito e educação, se não existissem os Ecopontos ou a coleta de lixo, tudo bem, poderíamos culpar o Poder Público, mas os serviços, bem ou mal, estão aí, mas e o povo, faz a sua parte?
Quase nunca! E sem entrar na seara política, pois aqui sou apartidário, será que é o impeachment da presidente que resolverá ou a autotransformação de cada um, como sugeriu nosso amigo Leandro? Feliz 2016!