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Condomínio amplia combate à proliferação da dengue

Cinthia Milanez e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Marcelo Rasi oferece nebulizador para condomínios vizinhos que também enfrentam o problema de grande quantidade de larvas

Moradores do Villaggio 2, em Bauru, também estão em alerta contra a dengue. Além de fiscalizar água acumulada em bromélias dos jardins e nos canteiros de obras, a administração do condomínio passou a oferecer o nebulizador, adquirido em março de 2015, para os vizinhos Villaggio 1, Villaggio 3 e Spazio Verde. Os Villaggios, inclusive, tiveram índice de infestação do Aedes aegypti de 5,1%, sendo que o limite preconizado pelo Ministério da Saúde é de apenas 1%.

Segundo o diretor administrativo do Villaggio 2, Marcelo Rasi, o condomínio começou a se mobilizar contra a dengue desde o ano passado, quando o zelador deu a ideia de adquirir um equipamento de nebulização. “Aplicamos em locais comuns e colocamos uma faixa na entrada do Villaggio para avisar os moradores que também podemos nebulizar suas residências”, explica.

Além disso, o condomínio fiscaliza água acumulada em bromélias dos jardins dos moradores e nos canteiros de obras. Contudo, após a reportagem publicada pelo JC no último dia 29, Marcelo decidiu tomar novas atitudes. “Não adianta fazer a nebulização só em nosso condomínio, sendo que temos outros vizinhos”, justifica. Diante disso, o Villaggio 2 passou a oferecer o equipamento para o Villaggio 1, o Villaggio 3 e o Spazio Verde.

Marcelo reforça que concederá o nebulizador, desde que os demais condomínios custeiem o tempo de trabalho do funcionário que utilizará o aparelho e o produto propriamente dito. “Já acionamos a Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde para nos orientar sobre os cuidados que devemos tomar e disparamos e-mail para todos os moradores que fazem parte do comitê em prol da duplicação da avenida Affonso José Aiello”, acrescenta.

Outras ações

Conforme o JC noticiou, os moradores do Residencial Lago Sul, local onde o índice de infestação por larvas do Aedes aegypti também atingiu níveis alarmantes, decidiram se mobilizar para combater o mosquito. Entre as atividades a serem realizadas estão a conscientização de adultos e crianças sobre a importância da eliminação dos criadouros.

A intenção é convocar um técnico especializado para ministrar uma palestra já no início de janeiro, oportunidade em que deverá ser ensinada a confecção de armadilhas caseiras contra o Aedes, as chamadas mosquitéricas, feitas com garrafa pet e microtule. O grupo se empenhará, ainda, para encontrar um profissional capacitado que possa monitorar periodicamente o condomínio e identificar criadouros nas 323 residências e 103 casas em construção.

Multiplicação

Entre as regiões com maior nível de proliferação de larvas, com criadouros em 4,2% a 5,9% das casas visitadas, estão bairros populosos, como o Núcleo Mary Dota, Bela Vista e Octávio Rasi, além das zonas nobres da cidade, como as que abrangem o Jardim Estoril e os residenciais Villaggio e Lago Sul.

Nas regiões do Mary Dota, Bela Vista e Octávio Rasi, os criadouros foram encontrados, principalmente, em pneus e materiais recicláveis, depositados nos quintais dos imóveis. Já nas áreas com moradores de maior poder aquisitivo, o problema foi detectado em plantas, especialmente, bromélias, bem como em piscinas e aparelhos de ar condicionado.

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