Simpático e enigmático, 2016 já chegou – e cheio de desafios adicionais. Não é um ano como qualquer outro. E como não sou nenhum poço de ceticismo, resolvi dar uma espiada por aí no que dizem sobre o amanhã que já é hoje.
Pelo pouco que vi, a numerologia chama nosso 2016 de Ano Universal 9. Em algumas interpretações, o 9 (soma de 2+0+1+6, sacou?) pede atenção redobrada para que não afundemos na falta de sentido. É o temido vazio existencial que será tipo, assim, um fantasma a ameaçar nossa feliz estadia aqui na Terra. Uma dica dos sábios números: reflita mais e se aproxime da paz de espírito. Falam bonito esses números.
Já a astrologia, representada diariamente aqui no JC por João Bidu, parece ver em 2016 um período que tende a ter extremos – e com uma tensão astral que começou em 2015 e não se dissipa tão cedo. Até parece a economia e a política que tanto estremecem nossas vidas. Já o fato de ser regido por Oxalá e Iemanjá, pelo que dizem por aí, deixa 2016 mais generoso e cooperativo. Tomara: vamos mesmo precisar de todo mundo, diria Beto Guedes.
Entre astros e orixás, e com tanta dúvida no ar (haja amarelo para estimular nosso raciocínio!), resolvemos entrevistar o próprio 2016. Está lá na “Entrevista da Semana”. 2016 foi firme nas respostas, mas sem perder o humor. Pelo contrário, revelou-se focado e espirituoso. 2016 espera muito de nós. E nós esperamos que 2016, por algum milagre da natureza, não seja essa tragédia toda que alguns projetam.
Só um detalhe: a numerologia apontava, para 2015, que teríamos um ano onde para tudo haveria uma consequência. De fato, no plano judicial, muita Justiça vem sendo feita com a punição a atos inconsequentes. Quem sabe 2016, nessa toada, não se transforme no ano da redenção. O ano da nossa reabilitação nacional. Do triunfo da correção sobre o desregramento.
Até porque 2016 pode até ser simpático, mas não é tonto. Pode ser enigmático, mas sabe o que quer: passar o bastão para um 2017 mais arejado e menos corrupto; mais transparente e menos dissimulado. Nós também queremos isso. Desde já, feliz 2017, 2016!
O autor é editor executivo do JC