Geral

Férias: redobre os cuidados com pipas


| Tempo de leitura: 2 min

As férias chegaram e, com elas, aumenta também uma das brincadeiras mais antigas da garotada: soltar pipa. Mas o que é para ser um momento de diversão pode virar uma tragédia. Preocupada com a segurança da população e com a questão do prejuízo que pode causar ao fornecimento de energia elétrica, a CPFL Paulista faz um alerta para que seus clientes estejam atentos aos acidentes.

Embora seja aparentemente inofensiva, a pipa pode se transformar em vilã quando utilizada de forma inadequada. Soltá-la próxima da rede pode provocar acidentes graves e interrupções no fornecimento de energia. Isso sem falar do cerol, que pode matar (leia mais ao lado).

A CPFL Paulista, que atende 234 cidades no Interior do Estado de São Paulo, registrou 172 desligamentos pela utilização das pipas próximas à rede elétrica, no período de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, com uma média de 350 clientes afetados por ocorrência.

Outro exemplo do problema: No período de férias de julho do ano passado, a concessionária registrou mais de uma ocorrência por dia.

CUIDADOS
Os desligamentos causados pelas pipas poderiam ser evitados se alguns cuidados fossem adotados. É importante escolher um local longe da fiação elétrica, como campos abertos e parques, preferencialmente áreas planas, fugindo do entorno de rodovias ou das avenidas de intenso movimento, evitando, inclusive, os atropelamentos. Outra preocupação é em relação ao papel utilizado, pois o alumínio, ou mesmo papel laminado, são condutores da eletricidade.

Enroscadas nos cabos da rede elétrica, muitas pipas continuam a causando interrupções meses depois de terem sido perdidas. Isso ocorre porque a linha, enrolada nos cabos elétricos, se torna boa condutora de energia quando chove.


Perigo

Não são raros os casos de pessoas que morreram ou ficaram gravemente feridas pelo uso do cerol (mistura de cola, limalha e vidro moído) ou da chamada “linha chilena”. No Estado de São Paulo, utilizar cerol é considerado crime. 

Conforme noticiado pelo JC, em junho do ano passado, um motociclista de 46 anos sofreu ferimentos graves em um acidente provocado por linha de cerol, no Nova Esperança. O homem teve um corte profundo na face - da bochecha até a região entre a base do nariz e o lábio superior. Ao todo, foram necessários 40 pontos para suturar o ferimento.

Comentários

Comentários