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Diretora da FOB assume o Centrinho

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Maria Aparecida: “O Centrinho conta com estrutura grande, que pode ser usada para melhorar a formação dos alunos”
Aceituno Jr./JC Imagens
Regina Célia Bortoleto Amantini cumpriria mandato até 2018

Diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, a professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado assumiu, nessa quinta-feira (14), a superintendência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/USP), o Centrinho.

Com o objetivo de promover maior integração entre as duas unidades, ela assume o cargo ocupado desde 2012 pela fonoaudióloga Regina Célia Bortoleto Amantini, que cumpriria mandato até 2018, mas, agora, volta a se dedicar integralmente à chefia técnica da Divisão de Saúde Auditiva do Centrinho. Regina não deu declarações sobre a mudança.

Em entrevista ao JC, Maria Aparecida disse ter sido surpreendida pela nomeação, mesmo que em caráter “pro tempore”, em decisão da Reitoria da USP publicada ontem no Diário Oficial do Estado. Inicialmente, ela irá acumular as duas funções – de diretora da FOB e superintendente do Centrinho, algo inédito dentro da USP em Bauru.

Mas, devido às diversas atribuições de ambos os cargos, é provável que, em breve, deixe o comando de uma das unidades. A nova superintendente afirma que o principal desafio nesta nova etapa será aproximar os alunos dos cursos de graduação em fonoaudiologia e odontologia da FOB às atividades do Centrinho.

“O reitor (Marco Antonio Zago) vem sinalizando, desde que assumiu o cargo, que queria uma integração maior. O Centrinho, hoje, tem como foco principal a extensão, ou seja, o serviço à população. Mas ele conta com uma estrutura grande, que pode ser usada para melhorar a formação e capacitação dos alunos da universidade”, avalia.

Atualmente, os estudantes de graduação se inserem na rotina de atendimento de pacientes do Centrinho de maneira esporádica, por meio de estágios. A partir da renovação do credenciamento da FOB junto ao Conselho Estadual de Educação, que deve ocorrer neste ano, o objetivo é propor mudanças que viabilizem a inserção destas atividades na grade curricular de ambos os cursos.

Ganho

Segundo Maria Aparecida, atualmente, apenas uma disciplina do curso de fonoaudiologia é desenvolvida de maneira integrada com o Centrinho. “É um contrassenso o aluno estar a poucos metros do hospital que é a maior referência mundial no tratamento de portadores de fissuras labiopalatinas e síndromes associadas e precisar pedir para fazer estágio. Iremos estudar as maneiras possíveis de mudar esta realidade, garantindo, inclusive, melhorias ao atendimento aos pacientes”, considera, salientando que, em um contexto de ajuste de gastos do poder público, esta alteração não representaria aumento de custos à instituição.

Não há, contudo, prazo estabelecido para que esta integração se estabeleça. Quando este momento se consolidar, a superintendente afirma que a USP terá traçado um cenário favorável à instalação da Faculdade de Medicina no câmpus de Bauru, meta da qual ela é defensora.

“Se o governador decidir montar o curso na cidade, o lugar que demandaria menos investimentos seria no nosso campus e isso já nos coloca à frente dos demais. Com o apoio da administração municipal, dos empresários e de toda a comunidade, poderemos ter a medicina e, posteriormente, instalar o curso de enfermagem, estabelecendo a USP de Bauru como polo qualificado na área de saúde”, completa.

34 anos de USP

Formada em odontologia pela FOB em 1981, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado fez residência na área de odontopediatria no Centrinho até 1984, quando foi contratada como odontopediatra do hospital. Em 1990, tornou-se professora da FOB para ministrar disciplinas na mesma área. Em 2014, assumiu a diretoria da FOB e, agora, o Centrinho.

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