| Aline Maffi |
![]() |
| Duo band La Burca: Lucas Scb (bateria) e Amanda Rocha (composições, vocais e violão) divulgam novo EP |
Da mistura minimalista e do conceito faça-você-mesmo de (pós) punk e folk (música moderna com pitada de folclore), nasceu em Bauru há cinco anos o duo La Burca de (pós) punklore performático, formado por Amanda Rocha (composições, vocais e violão) e Lucas Scb (bateria).
Desde a estreia nos palcos, no começo de 2013, toca somente seu som autoral, resultado do primeiro disco, que leva o nome do grupo. E esse ano começa com novidades: o lançamento do EP “She goos to flowers”, através do selo próprio recém-criado! punklorecords!, já disponível na internet. É uma prévia do novo álbum, “Kurious Eyes”, que está previsto para o verão de 2016.
Sites nacionais e “gringos” (em especial da Inglaterra e de Portugal) já mencionaram a La Burca como banda a se ouvir e se descobrir em resenhas, matérias e críticas, sempre positivas.
O duo, que já dividiu o palco com bandas como Ratos de Porão, Mundo Livre SA, Alarm (França) e Belgrado (Espanha), entre outras, tem feito shows no Interior e na Capital de São Paulo divulgando os novos trabalhos.
Para saber mais sobre eles e o cenário do rock alternativo, a reportagem conversou com Amanda Rocha.
JC - Como surgiu o nome “La Burca”?
Amanda - Veio primeiro como uma canção instrumental e com um desenho que fiz, que se tornou a capinha do 1º CD. Depois, batizei a banda assim também. Foi uma inspiração que rendeu. O tema ‘La Burca’ traz e desfaz uma conexão com a violência, o destrato, o esquecimento e a opressão independente do gênero humano.
JC – Quais os objetivos?
Amanda - O lance é tocar e espalhar fagulhas-faíscas sonoras, mostrar que existe música interessante e autêntica sendo feita no extenso e intrigante território do rock alternativo brasileiro, tocar em festivais maiores, lançar disco de vinil e conseguir parcerias com selos ou gravadoras.
JC - Quais são as principais influências?
Amanda - São várias coisas que escutamos e que se dissolvem de alguma forma. Canções (neo)folks, bandas de garagem, post punk, grunge, alternativo, música brasileira, latina, clássica, tribal, punk, krautrock... Então, talhamos o termo punklore para a banda, que é uma mistura das influências mais significativas, pelo menos para mim: o punk, o pos-punk e o folk.
JC - Como está o cenário do rock alternativo?
Amanda - Tem uma cena lindona no Brasil, de bandas instrumentais, alternativo, experimental... Noto que rola uma leva boa de duos band no momento. A cena de Bauru sempre foi muito intensa e interessante, embora ela se dissolva em alguns momentos, em partes devido a não termos tantos espaços e incentivo. Entre as bandas estão Bertran de Born (Agudos-Bauru), Mais Valia (Jaú), Almighty Devil Dogs ( Bauru), Krokodil (São Carlos), Bad Mind Temper (Bauru), Vento na Cara (Ourinhos), Sociopata (Bauru). Porém ainda tem pouca menina tocando música própria por aqui, o que é uma pena.
