| Quioshi Goto |
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| A primeira bomba começou a funcionar nesse sábado (16) às 19h45 e opera com vazão de 230 litros por segundo |
Foi finalizada nesse sábado (16) à tarde a instalação de uma das quatro bombas avariadas durante a inundação que atingiu o sistema de captação da Estação de Tratamento de Água (ETA). Neste domingo (17), moradores de casas localizadas nas áreas baixas dos bairros afetados já poderão sentir o abastecimento. Ainda no mesmo dia, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Prefeitura Municipal trabalham para a instalação da segunda bomba, o que deve ocorrer até segunda-feira (18), segundo promessa da autarquia.
A primeira bomba começou a funcionar nesse sábado às 19h45 e opera com vazão de 230 litros por segundo, pouco menos da metade da vazão normal que, com a segunda bomba funcionando, deve chegar a 540 litros por segundo.
Portanto, o DAE solicita a economia de água à população, já que, para o abastecimento ser normalizado aos 140 mil moradores, a água precisa chegar à parte alta dos bairros e, para isso, o sistema precisa ter pressão suficiente para bombear água aos demais reservatórios.
As regiões mais altas, certamente, permanecerão desabastecidas ainda hoje.
Caminho da água
O trajeto da lagoa de captação do Rio Batalha até a ETA leva cerca de 40 minutos. Lá, a água segue para tratamentos e passa por filtros até ser bombeada para o reservatório da ETA, chamado de “Pulmão”.
Desse reservatório, localizado no início da avenida Comendador José da Silva Martha, a água segue para o reservatório T1, na praça Portugal. Lá, parte da água começa a ser distribuída para alguns bairros da zona Sul, a outra parte segue para o reservatório existente na sede do DAE, que também abastece alguns bairros, entre eles o reservatório do Centro.
A autarquia não precisou o tempo exato que levaria até a normalização acontecer para os 140 mil habitantes afetados, mas confirmou que, no início desta manhã, os moradores das áreas baixas sentirão água nas torneiras.
A normalização total do abastecimento, no entanto, só deve ocorrer com a operação da segunda bomba, no decorrer dessa segunda-feira.
Hoje, a ETA opera com três bombas somente nos horários de pico, para garantir água aos 140 mil moradores. O quarto dispositivo funciona apenas em casos de emergência ou se alguma outra queimar.
O DAE não informou nesse sábado quando a terceira e a quarta bomba serão instaladas.
Na lagoa
O prefeito Rodrigo Agostinho passou quase o dia todo desse sábado (16) na Estação de Tratamento de Água (ETA) do DAE, acompanhando a instalação das bombas, na companhia do presidente da autarquia, Giasone Candia, e do diretor da divisão de Produção e Reservação do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Heber Soares Vieira.
O funcionamento pleno da primeira bomba só foi possível porque grande parte da lama resultada da enchente havia decantado na lagoa nesse sábado à tarde. Algumas manchas ainda eram vistas no rio, mas há expectativa de que o bom tempo hoje ajude a lagoa de captação do Batalha a voltar ao normal, o que pode garantir funcionamento pleno da segunda bomba também.
Vale lembrar, que Heber garantiu na última semana que os motores das bombas foram avaliados e, inicialmente, não apresentaram qualquer dano. Porém, para voltar a operar, precisavam ser higienizados, procedimento demorado, já que as máquinas de quase duas toneladas cada precisam ser desmontadas, limpas, secas e instaladas novamente.
O serviço, contratado de forma emergencial pelo município, foi feito por uma empresa particular. Funcionários da ETA e da captação acompanharam e ajudaram todo o processo.
As quatro bombas ficaram submersas em água e lama durante a inundação do sistema de captação da Estação de Tratamento de Água (ETA), ocorrida com a tempestade do dia 12 de janeiro.
Serviço
Neste período sem abastecimento, caminhões-pipa do DAE poderão ser acionados por meio do 0800-7710-195 ou pelo 3235-6140 e 3235-6179 (para ligações feitas por celular). A autarquia saliente que a garantia de abastecimento será prioritária para hospitais, postos de saúde, creches, escolas públicas e residências ou instituições onde há pessoas acamadas.
