| Quioshi Goto |
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| O equipamento também deve garantir que os reservatórios atinjam volume normal |
Começou a funcionar nessa segunda-feira (18), às 20h, a terceira bomba da lagoa de captação do Rio Batalha. O equipamento completa a vazão máxima de do rio Batalha, que aumentará de 540 litros por segundo para 600 litros por segundo. Fato que, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE) garantirá o abastecimento pleno dos 140 mil moradores atendidos pelo manancial.
A terceira bomba foi ligada e funcionará por quase todos os períodos dos próximos dias até que os picos de consumo das áreas afetadas se estabilizem. “Ela ficará ligada por tempo indeterminado, até que o tempo esfrie e o consumo caia”, comenta o diretor da divisão de Produção e Reservação do DAE, Heber Soares Vieira.
O equipamento também deve garantir que os reservatórios atinjam volume normal. Com o funcionamento das outras duas bombas, entre sábado e domingo, as áreas baixas dos bairros afetados pelo desabastecimento foram as primeiras a receber a água. Com o consumo maior destes moradores, algumas regiões mais altas demoraram para sentir o abastecimento.
A quarta e última bomba da lagoa de captação, que funciona apenas como “estepe”, deve ser instalada e testada hoje. Vale lembrar que, em dias normais, a Estação de Tratamento de Água (ETA) opera com três bombas somente nos horários de pico.
Rapidez
A rapidez com a qual o serviço de recuperação das bombas foi finalizado recebeu elogios por parte do prefeito Rodrigo Agostinho. Ele comentou que, nos próximos dias, a prefeitura irá prestar uma homenagem aos servidores que trabalharam quase que ininterruptamente para garantir a instalação dos dispositivos no menor tempo possível. “A lama chegou a quase um metro dentro do local onde as bombas ficam. Teve gente que virou a noite ajudando”, destaca Rodrigo, que acompanhou e ajudou nos serviços durante todo o final de semana.
As quatro bombas ficaram submersas em água e lama durante a inundação do sistema de captação da ETA, ocorrida com a tempestade do dia 12 de janeiro. Houve a necessidade de desmontar, higienizar, secar e remontar as quatro bombas, o que foi feito com ajuda de uma empresa particular. A primeira voltou a operar no último sábado (16), às 19h45, e funcionava com vazão de 230 litros por segundo, pouco menos da metade da vazão normal que, com a segunda bomba funcionando, chegou a 540 litros por segundo.
Umas das preocupações do DAE era a lama que tomou conta do Batalha e poderia dificultar a captação, mas o material já está quase todo decantado no fundo do rio.
