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Chuvas esparsas no feriado agravam erosões

Dulce Kernbeis e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação/Secretaria de Obras
Casa ameaçada no Jd Silvestri por erosão

As gotas d’água atingem Bauru de maneira esparsa. Em alguns bairros, mal se nota que choveu. Em outros, o volume de água ganha até o adjetivo de torrencial. E é assim que Bauru volta a enfrentar problemas sérios com as chuvas, que são registradas desde o último sábado.  Tirando o sossego de muitos, elas ameaçam até casas de ruir. Foi o que ocorreu no Jardim Silvestri, região do bairro Beija-Flor. 

Durante dois dias seguidos, sábado e domingo, os funcionários da secretaria de Obras da Prefeitura de Bauru trabalharam na contenção de uma erosão provocada pelo rompimento de uma galeria no bairro, que ameaçava derrubar um poste e uma residência, no cruzamento das ruas Antônio Natale Carpi e Romeu José Bastos.

“Uma pena que precisamos estender os trabalhos. A gente faz, a água leva. A chuva foi na tarde e noite de sábado, trabalhamos no domingo o dia todo e, mesmo assim, ainda tivemos que voltar lá e mexer na obra todo o dia de hoje (segunda-feira) porque outra chuva na noite de domingo ameaçou levar embora o que fizemos”, lamentava o secretário de obras.

Segundo ele, já não há riscos. “Mas claro que parecer definitivo depende do volume de águas. Com as chuvas perdemos um trecho de galerias, a caixa de centro que une três redes de água da região e, ainda, o dissipador de energia, que é uma espécie de escada construída para amainar a força das águas e com isso evitar que nessas enchentes a galeria seja levada. A obra existia, mas a força da água foi tão forte que acabou rodando”, explicou Sidnei Rodrigues.

Três pessoas moram na casa que estava ameaçada, mas boa parte do bairro estava com o tráfego prejudicado. 

Para conter a erosão foram necessários 100 “caminhões/solo” de terra. 

Erosão contida

O secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, informou ainda que a Prefeitura de Bauru conseguiu conter outra erosão, na quadra 2 da rua Silvia Regina Mariano, no Parque Bauru. A residência já havia sido desocupada em janeiro, quando as chuvas abriram uma cratera que engoliu cômodos do imóvel.  

Com a pancada da quinta-feira passada, a situação se agravou. O temporal arrancou toda a terra e a galeria que havia sido instalada na via pela Secretaria Municipal de Obras. A família, de cinco pessoas, foi orientada a deixar o imóvel. 

Outro ponto que preocupa é a erosão que ameaça chegar à avenida Rosa Malandrino Mondelli, nas imediações da rotatória que dá acesso à avenida Doutor Marcos de Paula Raphael, no Núcleo Mary Dota. 

O secretário adianta, contudo, que não há previsão para conter o processo, já que a pasta possui outras demandas mais emergenciais, como a recuperação de trechos no residencial Chácara Odete e no Distrito Industrial 2, bem como na rua Tamandaré, na Vila Independência, e a própria rua Sílvia Regina Mariano, também no Parque Bauru.

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