Tribuna do Leitor

Vamos acabar com a indústria da morte!

João Chaves Ruiz
| Tempo de leitura: 1 min

Que absurdo! Quanta hipocrisia. Vira e mexe temos matérias com esses títulos nesse conceituado jornal. O radar, escondido ou não, não acelera o seu veículo para uma velocidade muito acima da permitida para o local onde está transitando para multá-lo. É você, imprudente, que pisa no acelerador e depois reclama que não tinha sinalização de radar. É só respeitar todas as regras de trânsito que a famigerada Indústria da Multa, que você alimenta, deixará de existir.


Cumpra tudo à risca atentando para o uso dos cintos de segurança, dianteiros e traseiros; cadeirinha de criança devidamente fixada; estando dirigindo não usar o celular e nem sob efeito de bebidas alcoólicas e outras drogas; manter seu veículo devidamente licenciado e registrado, bem como sua carteira de habilitação dentro da data de validade, seu veículo em perfeito estado de funcionamento, dentre outros, que não terá qualquer motivo para ser autuado.  


Absurdo e hipocrisia maior ainda é classificar uma rodovia como ‘rodovia da morte’. Que burrice. Ela está ali, inerte, às vezes, com alguns buracos e sem acostamentos, mas não mata ninguém. Quem mata é o condutor imprudente, negligente, pingaiada, apressado, inconsequente, dentre outros adjetivos.


Então, acho que deu para entender. Indústria da multa e rodovias da morte não existem, e sim motoristas imprudentes, pois consta que apenas um por cento dos acidentes é por panes mecânicas. O bom senso sempre tem que prevalecer aos fatores adversos que se apresentam nas rodovias pelas quais estamos transitando.

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