Polícia

Denúncia de transporte de eleitores será apurada


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Durante a eleição, a comissão eleitoral recebeu denúncias sobre transporte irregular de eleitores e propaganda ilegal. Um ônibus, supostamente contratado por instituição religiosa, foi flagrado por militantes do PSOL estacionado na rua Virgilio Malta, no cruzamento com rua Padre João, e levado pela Polícia Militar (PM) à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde foi registrado boletim de ocorrência de natureza não criminal.

O caso foi acompanhado pelo vereador Roque Ferreira (PSOL). “As pessoas me disseram que foram colocadas no ônibus depois de participarem de culto religioso para que fossem votar para o Conselho Tutelar”, conta. “Elas não puderam votar porque não dispunham de documentos com foto”.

Além do ônibus, segundo Ferreira, vans e carros de passeio também teriam sido usados indevidamente para levar eleitores até o local de votação. “O processo eleitoral está definitivamente comprometido porque foi corrompido na origem”, diz. 

Ele revela ainda que outro ônibus foi filmado deixando eleitores em um bairro da cidade. “Quando as pessoas desciam do ônibus, recebiam um kit”, afirma. O advogado Arthur Monteiro Junior, também do PSOL, defende a anulação do pleito. “Foram vários fatos que maculam completamente o processo eleitoral”, avalia.

O promotor Lucas Pimentel de Oliveira garante que os casos serão apurados pelo Ministério Público (MP). “Recebemos denúncia de que determinada igreja estaria deslocando pessoas para votarem em determinado candidato. Essa denúncia foi acolhida e será devidamente apurada”, informa.

“Se ficar comprovado que o candidato abusou da condição de religioso, custeou transporte de algum modo ou presenteou algum eleitor, ele pode sofrer processo para perder o mandato se for eleito”. O promotor ressalta, contudo, que esse fato não compromete o processo eleitoral. 

“Vamos lembrar que, infelizmente, nas eleições de vereador, governador e outras eleições estaduais, municipais e federal, não raras vezes, acontecem essas denúncias e, nem por isso, o processo como um todo fica comprometido”, afirma.

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