| Douglas Reis |
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| Intransitável: na entrada da favela São Manoel, a situação da via de terra torna praticamente impossível a passagem de veículos |
Não precisa andar muito para encontrar buracos espalhados pelas ruas de Bauru e alguns deles chegam a atrapalhar até o trabalho de Polícia Militar (PM), já que atrasam a passagem das viaturas. Outros serviços, como aqueles que são prestados pelo Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) também são prejudicados.
Quem ratifica essa situação é o comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume. Segundo ele, há diversas áreas esburacadas na cidade, mas uma se destaca: a avenida Comendador Daniel Pacífico, na Vila Martha. “O local está com grande quantidade de terra sobre o asfalto, fato que esconde os buracos e pode causar acidentes graves”, explica.
Ao lado, na entrada da favela São Manoel, a via está praticamente intransitável. Outra região em que o estado das vias prejudica o trabalho da PM é o Parque Santa Cândida. Inclusive, cerca de 20 moradores organizaram um protesto nas proximidades da quadra 4 da rua Primo Pegoraro, onde há três bocas de lobo obstruídas, ontem à tarde. Os vizinhos também reclamavam dos buracos da via.
O mesmo ocorre em diversas ruas do Pousada da Esperança, conforme aponta Kitazume. Inclusive, no último dia 20, conforme o JC noticiou, um policial militar acabou caindo de motocicleta enquanto fazia patrulhamento entre as quadras 1 e 2 da rua Maurícia Pereira Lima. Na ocasião, a reportagem mostrou que a cidade tem 8 quilômetros de ruas intransitáveis.
Outro lado
Em relação à avenida Comendador Daniel Pacífico, o titular da Secretaria Municipal de Obras, Sidnei Rodrigues, esclarece que uma equipe da pasta já realizou a limpeza do local e a expectativa é de que, até o final do dia de hoje, o asfalto seja reparado. Ontem, o mesmo serviço de limpeza foi feito na quadra 32 da avenida Castelo Branco, na Vila Ipiranga, onde o próprio secretário assumiu estar intransitável.
Quanto ao Parque Santa Cândida, Rodrigues afirma que o problema se dá por conta da falta de asfalto, embora os moradores atribuam a uma obra do Departamento de Água e Esgoto (DAE). “As ruas da parte alta do bairro não são pavimentadas e a terra acabou descendo e entupindo as galerias pluviais. Diante disso, a água da chuva não tem para onde ir e invade as casas. O serviço de limpeza será feito mais rápido possível”, acrescenta.
O secretário frisa que os reparos do asfalto de quatro quadras da via seriam feitos na semana passada, mas a chuva não deu trégua. Se não houver precipitação até a hora do almoço de hoje, o serviço será feito. Já as ruas de terra do Santa Cândida, assim como as do Pousada da Esperança, estão previstas para serem asfaltadas através do PAC Pavimentação e a prefeitura só aguarda a autorização do Ministério das Cidades para dar início aos trabalhos.
Coleta prejudicada
Outro serviço que fica prejudicado com os buracos espalhados pela cidade é a coleta de lixo. Segundo a Emdurb, as ruas que estão com a atividade afetada são, essencialmente, de terra e ligadas ao Pousada da Esperança: Augusto Moralles, Oscar Augusto Guelli, Joaquim Gonzales Seriano, Alcides Galvão de França, Homero de Oliveira Ribeiro, Oscar Swenson, Valdevino Sobrera, Carlos Raphael Vendramini e Demerval Grasiani.
Isso porque, no caso de vias de asfalto esburacadas, o caminhão da Emdurb consegue passar e os coletores também têm condições de buscar o lixo a pé. Contudo, a parte negativa é que os buracos, em ruas de terra ou asfalto, danificam os veículos utilizados para a coleta. O órgão frisa que já comunicou a Secretaria Municipal de Obras, que está trabalhando nesses locais há três semanas.
| Priscila Medeiros/Divulgação |
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| Reunião - O prefeito Rodrigo Agostinho passou a manhã de ontem reunido com seu secretariado. O encontro teve por objetivo pontuar prioridades para 2016, último ano da atual administração. Rodrigo abriu a reunião destacando que prevê um ano difícil, com muitos desafios pela frente por ser um ano de crise, com previsão de mais cortes de despesas, último ano de gestão e não quer deixar pendências para a próxima administração, e ano eleitoral, com várias limitações impostas pela legislação. O primeiro desafio, segundo ele, já ocorrerá na data-base dos servidores. |

