Crise econômica, País com Produto Interno Bruto (PIB) em queda livre, aumento progressivo do número de demissões e repartições públicas engessadas com gastos com pessoal. Apesar de todos esses indicadores, quem quer uma vaga no serviço público deve “apertar o passo” da disciplina e planejamento dos estudos. A maior parte dos editais para vagas em concurso público é aberta nessa etapa, em função do ano eleitoral.
Confira no quadro abaixo algumas vagas já abertas, ainda com inscrições disponíveis, neste início de março.
Em razão das limitações do processo eleitoral e, sobretudo, dos receios na realização de concursos durante o período da campanha de eleições – a partir de agosto, principalmente – a maioria dos órgãos públicos, municipais, estaduais ou federais, além de autarquias, fundações e outros – concentram o planejamento da abertura de vagas neste primeiro semestre.
Especialista na preparação de “concurseiros”, Norisvaldo Ferraz, o professor Ferraz, salienta, entretanto, que a eleição não é impeditiva para a realização de concursos neste ano.
“A lei define que não pode ser autorizada abertura de concurso três meses antes e três meses depois da eleição. E isso, claro, torna o segundo semestre inteiro mais curto em se tratando de abertura de editais. Mas é mito que não pode fazer concurso durante a eleição. Na verdade, se abrir o edital até três meses antes, ou seja, em julho, pode o concurso ser realizado normalmente até a eleição”, esclarece.
Ter disciplina e plano de estudo pode valer a vaga
Professor Ferraz salienta que “concurso público não é para amador. Além de disciplina e plano de estudo definido, quem disputa pra valer as vagas mais cobiçadas se especializou em planilhas das matérias que mais caem, protocolos de memorização. Tudo é analisado para encontrar a melhor forma de estudar para concurso”, reforça.
Outra informação importante: “na crise, os candidatos aumentam, porque tem mais gente precisando trabalhar e com mais tempo pra estudar, porque aumenta muito o número de desempregados”.
Ferraz ainda acrescenta: “concursos de nível médio são mais difíceis, porque todos tentam fazer. A concorrência é muito maior, não só em número de inscritos, como no nível dos candidatos com melhor formação”.
Regina Levoto, 52 anos, está nessa luta, dividindo o tempo entre seu trabalho comercial e apostilas. “Vou prestar para agente previdenciário, em maio. Vou tentar essa vaga porque posso escolher a cidade onde ficar e queria essa função. Tem muita gente prestando por estabilidade. Para mim, é um desafio que quero perseguir e estou nele”.
Wel Bittencourt, 26 anos, não desgruda do notebook por, pelo menos, seis horas todo dia. Ele se inscreveu em mais de um edital. “Presto concursos constantemente. Agora, estou tentando para agente de controle de endemias em abril e o agente censitário do IBGE em maio. Busco estabilidade e, ao mesmo tempo, colocação no mercado, que está em profunda crise”, comenta.
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