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Gripe chega mais cedo neste ano

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Cauê e Érica com os filhos João Lucas (no colo) e Maria Eduarda no hospital: só o pai não pegou gripe

O vírus da gripe, que deveria começar a aparecer com mais frequência em abril, “deu as caras” mais cedo neste ano. Neste mês, em pleno verão, os casos da doença nas seis unidades de saúde de Bauru tiveram aumento de 30%, em relação ao mesmo período de 2015.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, no período de 1 a 16 de março do ano passado, foram 641 casos, enquanto, no mesmo período deste ano, foram 834 registros.

A crescente pode estar relacionada à variação climática constante (calor durante o dia e queda de temperatura à noite), ou ao fato de que a população esteja mudando o hábito: com medo de outros vírus (zika, chikungunya e dengue), muitos ficam mais tempo em ambientes fechados.

A informação foi prestada pelo Diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Sabbag. De acordo com o diretor, os casos de gripe normalmente começam em abril.

No entanto, o resultado das consultas realizadas no Pronto-Socorro Central (PSC), Pronto-Atendimento Infantil (PAI) e Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) mostram que a doença começou a “atacar” antes do tempo.  

“Ela (gripe) se adiantou, pois está mais frio neste mês do que o de costume. Tem muito vento, poeira, calor durante o dia e depois esfria à noite”, explicou Sabbag, reiterando que, por receio de outras doenças, as pessoas têm optado por ficarem mais tempo em lugares fechados.

Nesta quinta-feira, o casal Cauê Pompel, 26 anos, e Érica Dayane dos Nascimento, 23, teve que levar os filhos João Lucas, 3 anos, e a pequena Maria Eduarda, de apenas três meses de vida, ao PAI. Motivo: gripe.

“Minha sogra pegou (gripe), passou para mim e eu passei para os meus filhos. Eles sofrem mais do que a gente. Há três dias, estão com tosse e nariz escorrendo, assim como eu”, contou a jovem, atribuindo a “epidemia” na família ao “tempo ruim”.

“Embora ainda seja verão, faz calor forte à tarde, mas, quando anoitece, as temperaturas caem e fica frio. Não tem corpo que aguente”, acrescentou Érica, frisando que prefere manter a casa fechada, pelo medo de outros vírus como zika, chikungunya e dengue.

H1N1
Embora nenhum caso de síndrome respiratória aguda grave por Influenza (H1N1) tenha sido registrado neste ano em Bauru, as unidades de saúde pública já estão em alerta sobre os procedimentos de diagnóstico e tratamento.

Inclusive, existe a suspeita de que a mulher que morreu na última sexta, três dias após ter sido diagnosticada com dengue, estivesse infectada com o H1N1. Sílvia Letícia dos Santos Bertolucci, moradora da Vila Giunta, morreu no Hospital Estadual, conforme o JC noticiou.

“Estamos analisando se ela estava com H1N1, porque só a dengue em si não explica um quadro tão grave como o dela”, pontua Sabbag.

Na ocasião, a família de Silvia também disse que a mulher foi diagnosticada com pneumonia.

 

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