Política

Câmara discute cães e gatos no Bosque

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Samantha Ciuffa
Quem vai ao Bosque da Comunidade atualmente não pode circular acompanhado de cães e gatos no local

Entre os projetos que constam na pauta da sessão legislativa de hoje consta um de autoria do vereador Fábio Manfrinato (PP) que prevê autorização para cães e gatos circularem no Bosque da Comunidade, o que atualmente é proibido.

Na verdade é só uma alteração de um dos itens do projeto já existente e que regula o uso do local que é de 1996.   A proposta de alteração da redação tem como objetivo restringir a permanência de animais na área do playground, mas permite que os animais possam transitar livremente nas demais áreas do Bosque.

Num momento em que as portas estão sendo abertas para pets em supermercados, até em restaurantes, Fábio Manfrinato não vê motivos para que os proprietários de pets não possam fazer caminhadas no bosque acompanhados de seus animais de estimação. “É claro que as normas de segurança e o bom-senso da livre convivência entre as pessoas e os animais devem ser respeitados. E para isso já temos leis específicas como a Lei da Focinheira (que obriga o uso delas para cães de raças agressivas e de grande porte)”, diz o autor da proposta. Ele lembra também que existe a “Lei do cata-caca”, obrigando os donos a recolherem as fezes de seus animais. “A nossa proposta é bem simples”, finaliza.

Com a ideia dele concorda Celso Uehara, comerciante, dono da cachorra Lili. Ele passeava com ela na avenida Getúlio Vargas  e diz que o Bosque é um local bem agradável, com sombra, onde gostaria de ir com ela. “Depois não há porque não permitir, hoje em dia até os shoppings permitem. É um contrassenso não apoiar essa medida”, disse ele.

Já a enfermeira Rita de Cássia Martins que faz caminhadas todo dia no local pensa que os pets vão tirar “a tranquilidade deste ambiente. Aqui é um lugar onde se faz muita meditação. Agora, se o dono trouxer o saquinho para limpar as fezes dos animaizinhos, ainda vá lá, mas vamos tenho medo de perder um espaço de sossego”.

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