Tribuna do Leitor

O ensino e a formação do cidadão

Vinicius Bomfim Costa - estudante de jornalismo
| Tempo de leitura: 1 min

Crescemos em um tempo em que a educação é decorativa e industrial, pelo fato de terem como missão transformar os alunos em máquinas. Por todos os anos de escola (ensino fundamental e médio), pouco foi citado com foco, assuntos sobre convivência social, valores éticos e realidade socioeconômica. Essa falha didática talvez seja um motor propulsor de fatos como conflitos sociais (incluindo questões de gênero e raciais), desinteresse e analfabetismo político, e principalmente a falta de cidadania e respeito ao próximo existente na cultura do brasileiro.


A falta de estímulo ao aluno, que deveria buscar uma aproximação do aluno à escola, resulta no crescimento do número de alunos “pulando o muro” e se afastando da escola.


Acredito que não seja viável ao governo formar cidadãos pensantes, afinal, muitas questões seriam levantadas e protestos com argumentos construtivos seriam realizados, nada vantajoso para uma política como a nossa.


Somos capazes de desenvolver inúmeras fórmulas matemáticas, reações químicas, calcular massa solar e entre outras matérias que são importantes para a formação profissional de um cidadão, mas além disso, relacionando a um fato atual, não somos capazes de fazer as mínimas ações preventivas da proliferação do mosquito Aedes aegypti, por exemplo.


Vale acrescentar que uma pessoa é formada por questões ideológicas que são adquiridas no meio cultural e social em que se vive. Quando não há uma boa referência ideológica (o ensino, no caso), não há como melhorar este ciclo.


Assim que o país der o primeiro ponta-pé na reforma educacional especificadamente, verá a mágica acontecer (desenvolvimento do país) em diversos aspectos.

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