| Fotos: Sinserm/Divulgação |
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| Caixão foi levado até a Praça das Cerejeiras, para simbolizar a penúria dos trabalhadores |
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| Representando o funcionalismo, boneco de pano foi enforcado na marquise da prefeitura |
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| Bilhete acompanhou o ‘abacaxi de Páscoa’ |
Foi com uma boa dose de sarcasmo que os servidores municipais em greve realizaram protestos, ontem, em frente ao Palácio das Cerejeiras, em Bauru. No dia em que completou nove dias de paralisação, o movimento levou ao local um abacaxi com embalagem de ovo de Páscoa para ser entregue ao prefeito Rodrigo Agostinho.
O “presente” foi levado por um trabalhador vestido de coelho de pelúcia, que foi autorizado a entrar no gabinete do chefe do Executivo. Rodrigo não estava no prédio. “Protocolamos a entrega junto com um bilhete, destacando que não iremos descascar este abacaxi sozinho”, comenta Valdecir Rosa, um dos diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm).
Com apitos, cartazes e narizes de palhaço, ontem os funcionários tomaram um bom trecho da Duque de Caxias em passeata que seguiu até o Palácio das Cerejeiras. Desta vez, contudo, o protesto também teve tom de cortejo fúnebre, já que os grevistas levaram um servidor dentro de um caixão, para simbolizar a morte e sepultamento dos trabalhadores municipais.
Um boneco de pano, também representando os funcionários, ainda foi enforcado na marquise da entrada da prefeitura. Valdecir Rosa afirma que o ato teve a participação de 1,6 mil servidores – número que seria a totalidade do funcionalismo, segundo o sindicato, que aderiu à greve até o momento.
“Hoje (nessa quinta-24), tivemos adesão do pessoal da telefonia, do Jardim Botânico. O movimento cresce a cada dia, o que mostra que os trabalhadores estão muito insatisfeitos e não aceitam a proposta rebaixada que o prefeito fez”, pontua. A prefeitura afirma que a adesão cresceu de 787 para 832 pessoas.
Reivindicação
Paralisados desde o dia 16 de março, os funcionários pedem reajuste salarial de 10,84%, referente à reposição da inflação no último ano, além de aumento do vale-compra de R$ 310,00 para R$ 400,00 e do abono que substituiu o vale-refeição de R$ 300,00 para R$ 350,00.
Alegando queda na arrecadação e restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo afirma que não tem como avançar em relação à última oferta apresentada aos servidores, de reajuste salarial de 3,5% e vale-compra de R$ 342,00.
Conforme o JC divulgou, a greve já compromete o funcionamento de 43 das 64 escolas de educação infantil de Bauru, o que inclui as creches. Serviços de saúde também já sofrem prejuízo.
A prefeitura informou ter registrado a adesão de alguns funcionários das unidades de urgência e emergência, mas alega que o atendimento não foi afetado.
A Liminar concedida pela Justiça estabelece a manutenção de 100% dos serviços considerados inadiáveis durante a greve, como é o caso do pronto atendimento em saúde, além de determinar a garantia de 70% dos serviços essenciais. Em caso de descumprimento, o Sinserm fica sujeito à multa diária de R$ 5 mil.
| Sinserm/Divulgação |
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| Coelho da Páscoa deixa abacaxi com carta ao prefeito; que pode ser conferida na foto acima |




