Geral

Fiéis veem esperança na morte de Cristo

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto
Procissão em Bauru saiu da Catedral do Divino Espírito Santo e passou por várias ruas do Centro da cidade, inclusive o Calçadão

Parece que o dia amanheceu em luto. O tempo chuvoso colaborou para tanto, mas não foi só isso, afinal, às 15h de ontem, os católicos de Bauru relembraram a morte de Jesus Cristo. O que era para ser algo triste se transformou em esperança, segundo o ponto de vista de alguns fiéis que participaram da celebração da data na Catedral do Divino Espírito Santo, que contou com a presença do bispo dom Caetano Ferrari.

Esperança é a palavra-chave para a aposentada Maria Darci de Oliveira, 65 anos, que nunca deixou de ir à igreja para celebrar a morte de Cristo. “O dia não deixa de ser triste, mas sabemos que a ressurreição chega com a Páscoa e percebemos que dias melhores virão”, defende. Quem concorda com a fiel é a auxiliar de produção Camila Ribeiro da Rocha, 26 anos, que também participava da celebração na Catedral.

Desempregada há algum tempo, a jovem enxerga, na morte de Cristo, uma oportunidade de pedir sua intercessão nesse sentido. “Hoje em dia, poucas pessoas estão buscando Deus, principalmente, os mais jovens. Eu estou sem emprego há tanto tempo e, agora, resolvi colocar nas mãos de Deus”, argumenta. O casal José Roberto Franco, 64 anos, e Maria de Lourdes Henrique Franco, 63, também pedia a ajuda de Cristo para unir a família novamente.

Paradoxo
Segundo o bispo dom Caetano Ferrari, o cristianismo é repleto de paradoxos, inclusive, aquele que norteia o sentimento dos fiéis no dia da morte de Cristo: morte e ressureição. “Veja só o paradoxo de hoje (ontem): a morte de Cristo, que é sinônimo de tristeza, e, por outro lado, a certeza da ressurreição já nos enche de esperança, além de confiança”, explica.

O padre Marcos Pavan, responsável pela Catedral, ratifica a opinião do bispo e reforça que a data é destinada para a reflexão da morte de Cristo sobre o prisma da ressureição. “Já se vislumbra a ressurreição, aí que entra a esperança. Morrer, para os católicos, nada mais é do que viver com Cristo”, justifica.

O dia da morte de Cristo é o único que não tem missa. Em vez disso, os católicos celebram, a partir das 15h, a paixão, a crucificação e a morte de seu messias. Além disso, às 19h, houve uma procissão que saiu da Catedral, passou pelas ruas Araújo Leite, Primeiro de Agosto e Virgílio Malta, retornado à igreja pelo Calçadão da Batista de Carvalho, no Centro da cidade.

Comentários

Comentários