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Questão de ego!

Valderez de Mello
| Tempo de leitura: 2 min

Há pessoas que nascem para o bem, outras para gerar desavenças e fincar o pé no muro que separa o sim e o não a ignorar para o que vieram. E, assim recostados na ociosidade, vivem de trocas de favores, oportunidades e até chegam a crer portadores de magnânima esperteza. Esse tipo de cidadão, que vive de escambo de favores, cujo objetivo maior não é o trabalho, mas sim o poder de marionetar asseclas simplórios e crédulos, se auto intitula o salvador da pátria, ou seja: o imaculado, o Deus! E, deveras atrevido, levanta o grande totem construído à sua imagem e semelhança e acredita piamente ser o Messias prometido.


Tudo obra e culpa do ego exacerbado e inflado, que, fartamente nutrido pela soberba, cresce em ignorância! Consequentemente, não há espelho que possa refletir o tamanho físico do portador do superego, sequer meios eficazes de detectar o grau de incompetência, tampouco resgatar resquícios de sabedoria! O portador do ego inflado, não mais consegue distinguir  o notório do duvidoso, a realidade da utopia, e o mais grave: não consegue enxergar o outro como ser humano! Atropela a mãe, derruba o pai, ignora os filhos, a esposa, achincalha  autoridades como se nada e ninguém pudesse  se equiparar à tão notória criatura: o sábio, o poderoso,  o dono da verdade, o insubstituível, o único! E de posse desse onírico galardão, destrói cidades, pessoas, crenças, objetivos, distorce verdades, incentiva a luta, divide a nação, tudo para alimentar a mente pervertida, doente e quiçá, maquiavélica.


Quando o poder pousa nestas mãos, o caos é certo, a anarquia acampa e o incentivo à guerrilha cresce  até que irmãos ataquem irmãos! Um chefe de Estado deve demonstrar sabedoria, postura, carisma, linguajar aprimorado e sobretudo liderança nata, não a adquirida através do mercado de almas. Um governo democrático, urge conhecer e acatar as leis, respeitar os símbolos da Pátria, as cores da bandeira e sobretudo os poderes constituídos, caso contrário estaremos diante de governo, incapaz, autoritário, lesa-pátria e oportunista!


Imperativo lembrar que um verdadeiro líder,  há que ser íntegro, probo, capaz, eficiente e eficaz, pois, o sucesso de um governo se mede pela educação oferecida aos cidadãos, pelo sistema público de saúde apresentado e pela segurança quanto ao direito de ir e vir! Pois, segundo Voltaire, o melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis! Oportuno citar: “Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente, e pela mesma razão.” (Eça de Queiroz).


A autora é professora, advogada, pedagoga, psicopedagoga, autora de ‘Menino de 500 anos!’

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