Regional

Pesca e futebol impulsionam bares

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Malavolta Jr.
Bar rural localizado em Clavinote, que fica em Avaí, é administrado pelo casal Antonio e Marina
Recanto dos Amigos tem leitoa com mandioca no domingo e frango com polenta na sexta
 

Os bares rurais cumprem horários diferente dos bares urbanos. A semana começa na terça para que os donos tenham tempo de limpar tudo e ajeitar as compras e contabilizar as vendas. Alguns abrem pela manhã, mas a maioria, só no período da tarde. Outros, abrem a partir de quinta-feira, porque é no final de semana que mais faturam. Cada um tem suas próprias características. A pesca e o futebol impulsionam o movimento nos feriados e finais de semana.

O Bar do Tonhão em Clavinote no município de Avaí tem uma característica diferenciada, empresta a churrasqueira e o local para que o cliente faça o seu churrasquinho depois da xpescaria. O bar que tem 20 anos no mesmo local começou em Avaí, onde não deu certo e foi transferido para a área rural da família. “Abrimos um bar em Avaí para vender bebidas. Vendeu pouco e fechou. Construímos um bar aqui no sítio Santo Antônio e trouxemos tudo que sobrou de lá, comenta a proprietária Marina Pereira de Oliveira, 57 anos.”

Ela e o marido Antonio Barbosa de Oliveira Neto moram no sítio há 39 anos e vivem do bar e da estufa de verduras que cultivam na propriedade.  Por não vender comida pronta, o bar oferece alguns petiscos para aqueles que estão com fome ou querem bebericar e mastigar alguma coisa. “Nos finais de semana vendemos mais. O pessoal que tem rancho na beira do Rio Batalha vem para cá e sempre falta alguma coisa que eles compram aqui. Muitos clientes ainda mandam marcar no caderno suas despesas. Alguns pagam na boa. Outros deixam de pagar e nós cobramos, até receber.”


Leitoa com mandioca

O Recanto dos Amigos no bairro Barra Grande em Bauru tem leitoa com mandioca no domingo e frango com polenta na sexta-feira. Uma porção de peixe também ser degustada no domingo. O proprietário, Cláudio Barbosa, 56 anos, conta que a maioria de seus clientes são homens que procuram o bar após a pesca ou que participam dos jogos de futebol que ali se realizam.

“O que mais vendo são pinga e cerveja. O maior movimento acontece nos finais de tarde, final de semana e feriados. Sempre tem alguém com um violão para animar. Um violeiro e muita cantoria.”

Aos domingos na Barra Grande tem missa na Igreja de São Roque às 19h. Os jogos de futebol e as pescarias garantem a clientela. “Tem muitos sítios ao redor daqui. Eles produzem verduras, especialmente alface e rúcula. Moro em Bauru e trabalho aqui. Minha mulher ajuda nos finais de semana.”

 

Comentários

Comentários