| Fotos: Bruno Freitas/Noroeste |
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| Matheus Doryco, do sub-17 sofreu apenas 1 gol no Paulista |
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| Raphael Frois, sub-15, viu a própria rede balançar duas vezes |
Os resultados da formação de atletas profissionais do Esporte Clube Noroeste, sob a coordenação técnica de Émerson Carvalho, que já foi zagueiro da Seleção Brasileira em jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, começa por uma boa defesa e, é claro, por bons goleiros. O trabalho começou em fevereiro e a comissão técnica investe muito nisso. No Campeonato Paulista as equipes do sub-15 e sub-17 estão entre os times com as defesas menos vazadas. Em três jogos, o sub-15, do técnico Élton Carvalho e do goleiro Raphael Guedes Frois, levou apenas dois gols. Sendo um deles após pênalti controverso. E o sub-17, do camisa 1 Matheus Doryco, viu a rede da própria meta balançar uma única vez. Em contrapartida, a equipe do técnico Eduardo Guadagnucci marcou seis gols e também tem um dos ataques mais positivos. No sub-17 o Norusca lidera o grupo 3 com 7 pontos e o sub-15 está na terceira posição, mas com os mesmos 7 pontos do líder Botafogo (SP).
Sonho de criança era barrar atacantes
Tanto Raphael e Matheus, que têm grande potencial para se profissionalizarem um dia, vestindo as cores do Alvirrubro, alimentar o sonho de criança, de serem goleiros, é uma tarefa árdua e que exige muita dedicação. No país do futebol, onde a maioria dos meninos quer fazer gols, desde pequenos, eles sempre tiveram o prazer de estragar a alegria dos atacantes. E é o que estão fazendo hoje, graças ao trabalho do preparador de goleiros Everton Carvalho da Silva, o “Alemão”.
Ex-goleiro do Noroeste é o treinador deles
Alemão é um dos casos raros de jogadores que atuaram no futsal profissional e no futebol de campo. Ele foi goleiro de futsal durante nove anos, de 1997 a 2006. Ele chegou a jogar também no Noroeste, em 1995. E ele contou um pouco do trabalho desenvolvido com os meninos do Norusca. “Buscamos estar sempre atualizados com o que é feito em grandes clubes pelo Brasil e no exterior. Fazemos muita observação e anotamos diariamente pontos fortes e aqueles detalhes que os meninos têm mais dificuldade. Os treinos têm perfis personalizados de acordo com o atleta e categoria. Não dá pra fazer um treino semelhante para pessoas com características diferentes”, revela Alemão. Ainda segundo ele, diferentemente do profissional, na base, onde os meninos ainda estão em fase de crescimento, é necessário foco na coordenação motora, reflexo, explosão, técnicas de combate ao atacante no mano a mano, saída de bola aérea e muito treino com os pés. É um aprendizado contínuo. “Aqui o Matheus Doryco (sub-17) joga como um líbero quando precisa. Ele poderia jogar na linha, se quisesse. A defesa avança e ele se posiciona como último homem, dependendo do esquema tático traçado para aquela partida específica e do resultado do jogo. Semelhante ao que já é natural no futsal. Ai o time se abre e temos mais opções de passe”, contou o treinador de goleiros.

