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Cozinha Experimental do Sesi fecha as portas

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Alex Mita
No último dia da Cozinha Experimental, o cardápio foi feijoada e além do valor nutricional dos pratos o preço era sempre acessível 
 Márcia Leme encara o encerramento como uma mudança de ciclo 
Antônio almoçava na cozinha desde a inauguração 

Depois de 15 anos de funcionamento, a Cozinha Experimental do Sesi em Bauru encerrou as atividades anteontem. O espaço era utilizado para testar receitas destinadas ao programa Alimente-se Bem, que busca melhoria do preparo dos alimentos servidos aos trabalhadores da indústria, sua família e à comunidade em geral.

Consequentemente, o que era produzido na cozinha acabava sendo servido aos alunos da instituição e também à população. O valor nutricional dos pratos se tornava um atrativo a quem buscava alimentação saudável. Liberado das 11h às 14h, atualmente com custo de R$ 10,00, o almoço chegava a gerar filas.  

A Cozinha Experimental fecha as portas porque “esgotaram as receitas” que tinham sido previstas para testes, conforme explica o diretor do Sesi em Bauru, Clóvis Aparecido Cavenaghi Pereira.

Questionado sobre contenção de gastos, ele nega ponderando que os ajustes no quadro funcional já foram realizados no final do ano passado. Equipe formada por uma nutricionista, um cozinheiro e  três auxiliares, que atuavam na projeto, devem ser realocadas, acrescenta Clóvis. “Temos a Cozinha Escolar, onde agora serão servidas as refeições aos alunos”.

O coordenador do Sesi disse que a Cozinha Experimental em Bauru era a única do Estado ainda em funcionamento. Sobre o programa Alimenta-se Bem, ele informa que irá continuar em salas de capacitação da instituição. “Se precisar, vamos capacitar o funcionário da indústria, a família dele e até a sociedade em geral”, finaliza.  

O cardápio servido no último dia de funcionamento da Cozinha Experimental do Sesi foi feijoada. “Optamos por esse prato por ser de bastante aceitação”, explica a nutricionista Márcia Leme Ignatios, que encara o término das atividades como uma mudança de ciclo. “Eu vi essa cozinha nascer, mas tudo na vida tem um começo, meio e fim”, frisa.

O mais fiel

Pode-se dizer que o servidor público Antônio Ordani Chamorro, 68 anos, é o cliente mais fiel da Cozinha Experimental do Sesi. Ele, que tem até carteirinha, esteve na inauguração do espaço, em 2011, e garante que almoça todos os dias no local. No último dia, como de costume, marcou presença no local. O tom, entretanto, era de despedida.  “Estou triste porque a cozinha vai fechar. Já estava acostumado a me alimentar corretamente. Agora, terei de voltar a comer em outros lugares, por preço maior, sem garantir a boa saúde alimentar como é aqui”, narra.  

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